Na praia engenheiro naval Joel Guimarães salientou que os empregos oferecidos pela OSX não chegam perto do numero de vagas que deixarão de existir no turismo, na pesca artesanal e maricultura por causa da poluição proveniente do estaleiro.

Dilson da Costa, presidente da entidade que representa os donos de escunas de Canasvieiras, falou dos prejuízos para o setor que opera roteiros turísticos pela Baía Norte de Florianópolis, incluindo as fortalezas de Ratones e Anhatomirim e a Baía dos Golfinhos.

A manifestação iniciada por volta das 10 horas na praia de Jurerê Internacional prosseguiu à tarde com o deslocamento de alguns manifestantes até o local de construção do estaleiro (Biguaçu) e Baía dos Golfinhos, à bordo de uma escuna. A iniciativa da AJIN também teve o apoio do Movimento em Defesa das Baías de Florianópolis, Conselho Comunitário do Pontal de Jurerê (CCPontal/Daniela), Associação de Bairro de Sambaqui (ABS), Ufeco e entidades ambientalistas, entre outras.

Pressão para liberar o empreendimento do investidor de campanhas

Em setembro passado a pressão de políticos catarinenses, do Ministro de Estado da Pesca e Aqüicultura Altemir Gregolin e do governo estadual a favor do empreendimento do mega patrocinador de campanhas eleitorais, teve como consequência exoneração de Apoena Figueirôa da chefia da Estação Ecológica de Carijós (Florianópolis-SC), um dos signatários do parecer que negou anuência ao licenciamento do Estaleiro OSX.

"Não foi um ato isolado" afirmação é do analista ambiental Mário Luiz Martins Pereira, chefe substituto da Reserva Biológica (Rebio) do Arvoredo, que pediu exoneração do cargo em solidariedade a Apoena e por discordar da política ambiental do Governo Federal. Além dele, outros dois técnicos pediram afastamento de seus cargos, o chefe da Rebio do Arvoredo, Leandro Zago da Silva, e a chefe substituta da Estação de Carijós, Ednéia Corrêa, por motivos semelhantes.