outubro 25, 2010

Barreto _ Origem da Família em Portugal

Registro de Blog Heráldica - Barreto Oct 26, '04 12:23 AM
para todos
Sobrenome de origem geográfica. Liga-se a barro com certeza, como Barral, Barreira, Barreiro (Antenor Nascentes, II, 39). Sobrenome de uma das mais antigas e nobres famílias de Portugal. Teve princípio no reinado de D. Sancho I, na pessoa de Gomes Mendes Barreto, descendente (oitavo neto) de D. Arnaldo de Baião (983). Acredita-se que a origem do sobrenome seja oriundo das propriedades da família, a Quinta e a Torre, localizadas na Barra de Viana, daí, Barretos (Sanches Baena, II, XXIV). Brasil: Numerosas foram as famílias, que passaram com este sobrenome para diversas partes do Brasil, em várias ocasiões. Não se pode considerar que todos os Barretos existentes no Brasil, mesmo procedentes de Portugal, sejam parentes, porque são inúmeras as famílias que adotaram este sobrenome pela simples razão de ser de origem geográfica, ou seja, tirado do lugar de Barreto. O mesmo se aplica no campo da heráldica; jamais se pode considerar que uma Carta de Brasão de Armas de um antigo Barreto, se estenda a todos aqueles que apresentam este mesmo sobrenome, porque não possuem a mesma origem. No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, registra-se a de Francisco Barreto (n.c.1570), que deixou descendência do seu casamento com Maria Gonçalves (Rheingantz, I, 224). Ainda no Rio de Janeiro, a antiga família do Capitão Antônio Pacheco Barreto, vereador em 1641, que deixou numerosa descendência do seu casamento, antes de 1619, com Úrsula de Brito, que foi filha de João Pereira de Souza Botafogo, patriarca da família Botafogo (v.s.), do Rio de Janeiro. Desta união descendem alguns Barreto de Brito, no Rio de Janeiro. Entre os descendentes do casal, registram-se: I - a filha, Adriana Barreto [bat. 30.08.1619, Rio, RJ - 09.1708, idem], matriarca da família Carvalho de Figueiredo (v.s.), do Rio de Janeiro; II - o filho, o licenciado Padre Sebastião Barreto de Brito [bat. 27.01.1628, Rio, RJ - 26.06.1693, idem], padre, foi vigário colado da freguesia da Candelária e governador do bispado do Rio de Janeiro. Serviu de Vigário da Freguesia de Nossa Senhora da Candelária, de 04.1668 a 26.06.1693. Foi o 2.º Vigário colado. Foi quem tomou posse do Bispado e o inaugurou, governando-o por procuração de D. José de Barros Alarcão, desde 14 de Dezembro de 1681; III - o neto, padre Antônio Barbosa, da companhia de Jesus; IV - o neto, padre Manuel Dias de Andrade, clérigo, coadjutor da Candelária. Rheingantz registra mais 23 famílias com este sobrenome, nos sécs. XVI e XVII, que deixaram numerosa descendência no Rio de Janeiro. Em São Paulo, entre os mais antigos: os irmãos Roque Barreto (f.1634), casado, em São Paulo, com Ana Moreira (Silva Leme, VII, 440); Nicolau Barreto, casado, em São Paulo, com Lucrécia Moreira (Silva Leme, VII, 440); e Francisco Barreto [tes.1607], casado, em São Paulo, com Maria Jorge (Silva Leme, VIII, 12). Em Pernambuco, houve diversas ramos genealógicos, oriundos de um mesmo grupo familiar português: os Barreto Velho. Entre eles: João Paes Velho Barreto [n.Viana], que passou a PE, por volta de 1535, onde casou com Inês Tavares Guardes; Bernardo Velho Barreto (S.m.n.); João Velho Barreto, casado, em PE [séc. XVII], com Brites do Rego; Manuel Pereira Barreto [n.Viana], casado, em Pernambuco [séc. XVII], com Izabel de Mello e Castro; Gonçalo Lobo Barreto (II), casado, em PE [séc. XVII], com Joana de Góes; Manuel Gomes Barreto [n/Viana], casado [séc. XVII] com Gracia Bezerra Felpa; etc. Estes Barretos Velhos, em Portugal, procedem de Gonçalo Nunes Barreto, Alcaide-Mor de Faro, Senhor do Morgado da Quarteira, que deixou numerosa descendência do seu casamento com Isabel Barreira. Foram avós de Leonor Góes Barreto. que se casou com João Velho, origem da união dos dois sobrenomes, Escudeiro do duque de Bragança. Morador em Bragança. Entre os descendentes deste último casal, cabe registrar: I - o filho, Nuno Rodrigues Barreto, estabelecido em Portugal, Alcaide-Mor de Faro, Veador da Fazenda de Algarve, Comendador da Comenda de Santo André de Monsaraz, em 1548. Capitão-Mor das Naus da Índia; II - o neto, Pedro Velho Barreto, Fidalgo da Casa Real Portuguesa, por Alvará de 25.08.1588; III - o bisneto, Luiz do Rego Barros [c.1550, Viana - 10.04.1611, Recife, PE], patriarca das famílias Rego e Rego Barros (v.s.), de povoadores de Pernambuco; IV - a bisneta, Maria Nunes Paes Barreto, que passou a Pernambuco, antes de 1613, onde deixou geração do seu casamento, ainda em Viana, Portugal, com Paulo Bezerra; V - o bisneto, João Paes Velho Barreto, natural de Viana, Portugal, patriarca da família Paes Barreto (v.s.), de povoadores de Pernambuco; VI - o bisneto, João Velho Barreto, estabelecido em Portugal, Cavaleiro da Ordem de S. Tiago e Secretário das Cortes do Rei D. Henrique; VII - a bisneta Mécia Ferraz, casada em Ponte de Lima, Portugal, com Gonçalo Martinho. Deste casal descende a família Amorim Salgado (v.s.), de Pernambuco; VIII - o bisneto, Francisco Barreto, Senhor do Morgado da Quiteira, em Portugal Alcaide-Mor de Faro. Passou ao Peru, na América do Sul, com seu primo D. Francisco de Borja, Príncipe de Esquilaxe, que havia sido nomeado Vice-Rei daquele Estado. Comendador da Ordem de Cristo. Comandante da Fortaleza de Callau. A Carta Régia de 03.03.1618, lhe permitia ser lançado o hábito da Ordem de São Tiago; IX - o terceiro neto, Francisco Barreto de Menezes [1618, Peru - 24.01.1688, Lisboa], que serviu nas guerras do Rei D. João IV, contra Castela, onde foi Capitão de Cavalos. Por Carta Patente de 13.04.1644, foi nomeado para àquele posto de Capitão de Cavalos. Em 23.08.1646, passou a Mestre de Campo do Terço da Beira. Em 12.02.1647, foi expedida a patente que o nomeava a Mestre de Campo General do Estado do Brasil. Foi Governador da Capitania de Pernambuco e das mais do Norte, tomando posse a 16.04.1648, e nelas permaneceu até 26.03.1657. Lutou com bravura até a expulsão dos holandeses. Governador da Relação do Estado do Brasil, com posse a 23.06.1657. De volta a Portugal, em 1663, foi Governador de Setúbal; do Conselho de Guerra de D. Afonso VI. Cavaleiro da Ordem de Cristo e Presidente da Junta do Comércio, desde 29.08.1669; X - o terceiro neto, Bernardo Velho Barreto, que passou ao Brasil; XI - o quarto neto, João velho Barreto, que por ter cometido um assassinato, passou a Pernambuco, onde casou na família Rego Barreto (v.s.), de povoadores de Pernambuco. Sua mãe, Maria Lobo Barreto, deixou inventário feito a 13.07.1644; XII - o quarto neto, Gonçalo Lobo Barreto [- 1625, BA], irmão do anterior, que militou no Brasil contra os holandeses, e faleceu na guerra da restauração da Bahia. Capitão de Infantaria na Armada; XIII - a quarta neta, Joana Barreto, que deixou geração do seu casamento com Bernardino de Carvalho, Juiz Ordinário da Câmara de Olinda [PE-1650], de quem descendem os Alves de Carvalho (v.s.), de Pernambuco; XIV - o quinto neto, Inácio Barreto, que foi Governador do Pará; XV - o quinto neto, Manuel Pereira Barreto, citado acima, natural de Viana, Portugal, que passou a Pernambuco, onde deixou numerosa descendência do seu casamento com Izabel de Mello e Castro, sua parente, filha de João Paes de Mello Barreto, da importante família Paes Barreto (v.s.), de povoadores de Pernambuco; XVI - o sexto neto, Gonçalo Lobo Barreto, que casou em Pernambuco, com Joana de Goues, natural de Viana, Portugal; XVII - o sexto neto, Belchior Brandão de Castro [filho do Coronel Antônio Brandão de Castro e de Ana Maria Barreto, que foi irmã de Manuel Pereira Barreto, acima citado, no item XV], que passou a Pernambuco, onde deixou descendência do seu casamento, em Pernambuco, com Jeronima Lins de Vasconcellos, filha de Cibaldo Lins, da importante família Lins (v.s.), de povoadores de Pernambuco; XVIII - o sétimo neto, Gonçalo Coelho de Araújo, Fidalgo da Casa Real, que foi casado com Ana Tereza de Mendonça, natural de Olinda [PE], filha de Jorge Salter de Mendonça e de Antônia Francisca Pessoa, das principais famílias pernambucanas: Salter de Mendonça (v.s.) e Pessoa (v.s.), de povoadores de Pernambuco; XIX - o sétimo neto, Luiz do Rego Barreto, Fidalgo da Casa Real, que foi casado com Joana Maciel de Lima, natural da Bahia; XX - o nono neto, o 1.º Visconde de Geraz do Lima - detalhes adiante. Francisco Carvalho Franco, em seu Nobiliário Colonial, entre outros, registra: I - Ascenso Alves Barreto, que teve mercê do hábito da Ordem de São Tiago, em 27.03.1643, pelos serviços prestados na cidade do Salvador, Bahia, e em Pernambuco, por ocasião das guerras holandesas (pág. 30); II - Diogo de Azevedo Barreto, filho de Antônio de Azevedo Veloso de Miranda, que teve lançamento do hábito da Ordem de Cristo, em 07.03.1676, pelos serviços prestados na defesa da cidade do Salvador, Bahia, por ocasião das guerras holandesas (pág. 30. Linha Africana: Sobrenome também usado por famílias de origem africana. No Rio de Janeiro, entre outras, registram-se: a de Francisco Fernandes Barreto, que deixou geração, por volta de 1674, com Helena, «preta forra», nat. da Guiné (Rheingantz, II, 53); e a de Joana Barreto, mulher «parda», nat. e moradora do RJ, casada com Francisco Tourinho - doc.1720 (Wolff,Dic.I, 20). Cristãos Novos: Sobrenome também adotado por judeus, desde o batismo forçadoà religião Cristã, a partir de 1497. No Rio de Janeiro: Francisco Paes Barreto [Parte Cristão-Novo], natural e morador do RJ - doc.1713; e José Barreto [Cristão-Novo], aguardenteiro, natural e morador do RJ - doc.1714 (Wolff, Dic.I, 20). Nobreza Titular: Luiz do Rego Barreto [- 1640, Viana, Portugal], filho bastardo, legitimado, de Antônio do Rego Barreto, foi agraciado, pelo Governo Português, com o título de 1.º Visconde de Geraz de Lima. Fidalgo da Casa Real, Marechal de Campo, Governador das Armas do Minho e Trás-os-Montes. Capitão General de Pernambuco. Neto de brasileira, Joana Maciel de Lima, da Bahia - citada acima. II - José Joaquim Barreto, que foi agraciado, a 06.09.1866, com o título nobiliárquico de barão de Soubara; III - Dr. José Maria Barreto [MA - 25.08.1871, RJ], deputado, foi agraciado com o título [Dec. 14.03.1867] de barão de Anajatuba. Foi casado com Maria Tereza Raposo, baronesa de Anajatuba (ver este título). Heráldica: em campo de prata, semeado de arminho negros. Timbre: uma dama vestida de prata e arminhos, com as mãos cobertas e os cabelos soltos (Sanches Baena, II, 24).

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