Pesca Amadora , viabiliza projeto do SOS Mata Atlântica

Projeto estudará a pesca no litoral sul de SP
Iniciativa da Ong S.O.S Mata Atlântica, realizará monitoramento e diagnóstico da atividade, em um programa de caráter inédito


Ontem, (19/02) foi lançado no Centro Comunitário de Porto Cubatão, na região de Cananéia – litoral de SP - o projeto Mata Atlântica & Pesca: Diagnóstico e Ordenamento Participativo da Pesca Amadora.

Realizado no Complexo Estuarino-Lagunar de Iguape, Cananéia e Ilha Comprida, (conhecido como Lagamar), a iniciativa tem como objetivo a preservação da área e o estudo da pesca na região.

“O projeto foi criado com os objetivos de incluir a pesca amadora no processo de gestão participativa dos recursos pesqueiros”; explica o coordenador do projeto e biólogo Fabio Motta.

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a área - situada entre o extremo sul do litoral de São Paulo e norte do Paraná - é uma das mais produtivas do Atlântico Sul.

O Lagamar possui uma riquíssima biodiversidade, sendo constituído por estuários, manguezais, dunas restingas, lagunas, praias, ilhas entre outros ambientes. Além da diversidade de paisagens, ela ainda abriga espécies endêmicas e ameaçadas de extinção, como destaca Motta.

“Esse mosaico de ambientes marinhos e costeiros, com alta relevância ecológica, qualifica a região como um importante berçário para diversas espécies marinhas”; ressalta.

Estudando a pesca

Além da pesca profissional, o complexo é palco também das modalidades amadora e esportiva, gerando um forte potencial turístico. Apesar da prática ser realizada há décadas no Lagamar, um estudo que forneça informações científicas sólidas sobre o assunto é inédito.

“Essa é a primeira vez que será efetuado o diagnóstico e monitoramento da pesca amadora na região, contribuindo assim para avaliar atividade pesqueira como um todo”; comenta Jocemar Mendonça, pesquisador do Instituto de Pesca.

A iniciativa buscará estudar vários aspectos da atividade pesqueira. Assim, envolverá o monitoramento das capturas, mapeamento da cadeia produtiva, estudo do perfil do pescador amador e até a organização de cursos para guias de pesca.

Segundo o biólogo do ICMbio Eliel Souza, os dados obtidos a partir do estudo darão base para a criação do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental Cananéia Iguape Peruíbe.

Comentários

Gama disse…
É Armandão esta todo mundo seguindo o mesmo caminho.
Muito bom.
Anônimo disse…
E aí Armandao e a nossa Fundação vai sair do papel ?

Precisamos mostrar presença .
Se deixar na mão deste povo destruidor não sobra uma espinha de robalo pra nós .

Luiz Garcez