novembro 05, 2009

Canais ou Lagoas da Baixada Campista ?

        Sempre que se levanta o  assunto;  canais da baixada, me vem à lembrança a frase de um antigo Professor:  Meu Pai era pescador, como vocês,  ia no remo e vela, de Campos a Grussaí, numa bateira de madeira de um tronco só, dois dias pra ir e voltar, e voltava carregado de Mulato véio, pra conhecimento geral , Mulato Véio é o Bagre do mar no sal preso (salgado) !


Como seria possível ?

        Os canais não existiam, eles foram construidos pela mão dos homens com o único intuito de drenar toda a baixada Campista e Sanjoanense, criando artificialmente  áreas agricultáveis ou de  pasto. Milhões de hectares de terras imergiram das antigas Lagoas, atendendo ao interesse único dos senhores desta época recente, sob os auspícios de orgãos públicos "responsáveis".

        Somando-se a esta criminosa prática de grilagem de terras Federais as retificações dos Rios Macabú, Ururaí, Itabapoana, São João, "retificações" na realidade nada em relação com correção dos cursos naturais destes rios , é retificação mesmo;   Transformar um curso sinuosso em reta,  com a intenção de drenar o mais velozmente possível as áreas às margens destes rios após período de chuvas. Crimes Ambientais que hoje sabiamente a natureza corrige.
     

       
ANTES DOS CANAIS DA BAIXADA


DEPOIS DOS CANAIS DA BAIXADA

outubro 26, 2009

Desmatamento destrói a casa e deixa sem comida a Piabanha do Imbé.

IN MEMORIAN A SAUDOSA E QUERIDA MATA DO IMBÉ


Companheiros,

Esta programado para os dias 21 e 22 de Novembro uma excursão náutica deste a nascente até a foz do Rio Imbé, nuima primeira fase. Uma tarefa de prospecção de incidência de espécimes da flora , fauna e fauna ictiológica da região além de diagnóstico das agressões ao meio ambiente e das necessidades das populações ribeirinhas, farão parte desta missão; geólogos biólogos, engenheiros Florestais, assistentes Sociais e Antropólogos, além de contar com o conhecimento e experiência dos Pescadores Esportivos da Sociedade das Águas, " Movimento SOS IMBÈ", responsáveis pela logística e apoio.
Uma iniciativa do Grupo Piabanhas do IMbé que em 2007, fez a expedição inicial que deu origem ao projeto.
As imundações e cheias de 2007/2008, mostraram que uma atitude precisa ser tomada em relação ao desmatamento daquela região. o Rio Imbé é o principal abastecedor da Lagoa de Cima, que por seu sangradouro o Rio Ururaí, colabora em grande porção ao abastecimento da Lagoa Feia e pelo canal das Flexas desagua no Mar na Barra do Furado, hoje foco de grande interesse indústrial.
O objetivo imediato é produzir um documento audiovisual , que sirva de base técnica aos órgãos de gestão pública, para a elaboração de plano de recuperação ambiental de todo este complexo hidrico, vital a nossa região.
A preocupação e os alertas de anos e anos, destes grupo de Pescadores espotivos em preservar a ás árvores da das Matas do Imbé e região, morada e alimentação das Piabanhas e outras espécimes, agora se mostra como necessidade de preservar a integridade da própria região. A prova disso o desatre das últimas enchentes, deixando milhares de pessoas sem suas casas, cuja principal causa é a quase total ausência de proteção Ciliar na região do Imbé, que não poderia estar assim , pois é parte do entorno do Parque estadual do desengano.
Esta nossa preocupação, precisa ser a preocupação de todos, precisamos ajudar a preservar a Piabanha do Imbé, há tempo de salvar o Imbé, existe ainda a possibilidade e o tempo pra preservar a vida.
Sociedade das Águas.
Movimento SOS IMBÈ.

agosto 05, 2009

Dicionário Tupi - Guarani

Faço o convite a viajar pelas palavras e seus significados, da lingua Tupi - Guarani, muitas delas corriqueiramente usadas no nosso linguajar diário. Especialíssimo !


Ao contrário das consoantes, as vogais tupis são riquíssimas: a, e, i, o, u, y, vogais orais e outras tantas nasais, com til, além dos sons diferentes que representam quando devidamente acentuadas: â, á, ê, é, î, í, ô, ó, ú.

Não existem no tupi os sons de F, J, L, V e Z, nem é compatível com a língua os grupos bla, bra, pla, pra, cla, tra, gra e outros, isto é, grupos com duas consoantes juntas. Por influência do português algumas daquelas letras entraram na grafia tupi e, assim, as palavras escritas com J, hoje, que se pronuncia como "dj", deveriam ser com "i".

A: cabeça, coisa arredondada; também, semente, raiz
AARU: espécie de bolo preparado com tatu moqueado, triturado em pilão e misturado com farinha de mandioca.
ABABÁ: tribo tupi-guarani que habitava as cabeceiras do rio Corumbiara (MT)
ABAÇAÍ: a pessoa que espreita, persegue, gênio perseguidor de índios, espírito maligno que perseguia os índios, enlouquecendo-os.
ABAETETUBA: lugar cheio de gente boa; abá (homem) + eté (muito bom, verdadeiro) + tuba (abundância)
ABAÍBA: noivo, namorado
ABANÃ: (gente de) cabelo forte ou cabelo duro
-ABÁ NHE'ENGA, ABANHEÉM, ABANHEENGA, AVANHEENGA, AWAÑENE: língua dos índios, língua de gente, a língua que as pessoas falam
ABARÉ, AVARÉ, AWA'RÉ: padre
ABAREBÊBÊ: de homem distinto que voa, o padre voador
ABAPY: pé de homem, aba (homem, índio, pessoa) + py (pé)
ABAPORU: aba-poru homem-comer (homem que come gente, antropófago)
ABATI, ABATÍ: milho, plantação de milho / abatiy vinho de milho / auati, avati gente loura, que tem cabelos louros (como o milho)
ABEQUAR: homem que voa
ABIRÚ: cheio, repleto, farto, gordo, cheio de comida
ABOÇÁPECAÚ: nome de uma taba encontrada na ilha pelos primeiros conquistadores. Aboçá é corrupção de imbiaçá que vem de mbé - açaba - a saída do caminho, o porto; peca significa pato e U significa, água, rio. Donde temos aboçá-peca-u ou mbê-açaba-peca-u que se transformou no "massiambú" de nossos dias e que interpretamos caminho do rio do pato.
ABÓI: minhoca
ABUNÃ: comida com ovos de tartaruga-da-amazônia
AÇÃ: gritar
ACAMIM: uma das espécies de pássaros; uma das espécies de vegetais
ACANGATARA: cocar, enfeite de cabeça, espécie de coroa de penas de cores vistosas, usada nas festas das tribos.
ACARÁ: denominação da garça branca, garça, ave branca
AÇARAI: de rio do acará ou cará
ACARAI, ACARAÚ: rio das garças
ACAUÃ: língua tupi; ave que mata as cobras e sustenta com elas seus filhotes.
ACEMIRA: o que faz doer, o que é doloroso
ACUTI, ACUTIA, COTIA: nome de uma taba indígena que existia onde é, hoje, a capital de Santa Catarina no lado continental; nome dado pelos guaranis ao animal roedor, conhecido vulgarmente por cutia.
ADJULONÁ: assobios de folhas de buriti, entre os índios Carajás
AÊ: amigo
AÊTÉ, ANÊTE: elevado, elevadíssimo
AGUANIRANGA: bracelete com penas
AGUAPÉ, AWAPÉ: redondo e chato, a vitória-régia, plantas que flutuam em águas calmas
AGUARACHAIM, GRACHARIM: de o devorador ágil
ÃÎA (T-, R-, S-): t-ãîa ou anha dente; xe r-ãîa - meu dente; s-ãîa - seu dente
AICÓ OU ECÓ OU ICÓ: ser, estar, viver / muitos casos não precisa empregar o verbo, exemplo "xe catu" (eu bom), está implícito "eu sou bom".
AIMARA: árvore, araçá-do-brejo
AIMARÁ: túnica de algodão e plumas usada principalmente pelos guaranis.
AIMIRI, AIMIRIM: formiguinha
AIPIM: de raiz enxuta, mandioca mansa
AIRUMÃ: estrela-d'alva
AIRY: uma variedade de palmeira
AISÓ: formosa
AÎTATAKA: bater o queixo de frio
AÎUBA: maduro (fruto amarelo)
AÎUBYKA: enforcar
AIYRA: filha
AJUÁ: fruta com espinho
AJUCÁ: Festa de Jurema, entre os indígenas
AKÃÍ: gravetos
AKAÎU: caju, ano (os índios contavam anos, tomando como base o aparecimento do cajú)
AKAÎUI: vinho de cajú
AKAÎUTI: castanha de cajú
AKANGATU: memória, lucidez, inteligência
AKITÃI, AKIITÃI, IRAKITÃ OU MUIRAKITÃ: baixo, baixa estatura
AKUB (R-S-): quente xe r-akub - eu estou quente; s-akub - ele está quente; itá-akub - a pedra quente
AMANA OU AMANDA: chuva
AMANACI OU AMANACY: a mãe da chuva
AMANAIARA: a senhora da chuva ou deusa da chuva; de amana (chuva) + iara
AMANAJÉ: mensageiro
AMANARA: dia chuvoso
AMANDY: dia de chuva
AMAO: personagem divina que ensinou aos indígenas camanaos, do Rio Negro, Amazonas, o processo de fazer beiju, tapioca e farinha de mandioca.
AMARY: uma espécie de árvore
AMATIRÍ OU AMÃTITI: raio, corisco
AMBERÉ: lagartixa
AMBÛÁ: centopéia
AMERÊ: fumaça
AMI: aranha que não tece teia, espremer
AMÓ RUPI: ao contrário, às avessas
ÁMO: algum
AMONGÛY: emplumar o corpo de
AMOPIRA: precipício
AMOSOBAINDABA: o outro lado do rio, a outra margem
AMUARA: algum dia
AMUNDABA: aldeia vizinha, arrebalde
AMYIPAGÛANA: antepassado
AMYNIÎU: algodão
AMYRI: finado, defunto (forma afetiva)
ANACÊ: parente
ANAJÉ: gavião de rapina
ANAMA: família, parente, raça, nação / anama grosso, espesso
ANAMÍ: uma espécie de árvore
ANÃMIRI: anão, duende
AÑARETÁ: inferno
ANAUÊ: salve, olá
ANDUBA: (verbo) perceber, sentir
ANEQUIM: de espécie de tubarão
ANGÁ: expressão de surpresa agradável bom!, que bom!
ANGABA: exprime compaixão (coitado!)?
ANGATU: alma boa, bem estar, felicidade
ANGU: de papa de farinha
ANGÛERASO: espantar, atemorizar, aquilo que apavora
ANHÃI: na ponta, no cabo
ANHANA: expelido, empurrado
ANHAPOÃ: presas, dente canino
ANHIMA: de a ave preta
ANHÓ: só, somente
ANHUBANA: abraçar
ANHURI: colo, estreito no meio
ANINGA: arrepio, arrepiar-se
ANOMATÍ: além, distante
ANONGA: agourar, prognosticar
ANTÃ: forte, ágil, esperto
ANU: de o aparentado
AOBA: roupa
AONDÊ: coruja
APAMONAMA: misturar, remexer
APATUIÁ: secar
APEARÕ: entocaiar, esperar escondido
APEASABA: pontilhão, passarela
APECATU: o bom caminho
APECU, APECUM, APE'KU (APICU, APICUM): mangue, brejo de água salgada (à borda do mar), croa de areia feita pelo mar
APEÎARA: guia (conhecedor dos caminhos)
APEK (S): sapecar, chamuscar, queimar ligeiramente
APENUNGA: onda
APEOKA: descascar, desentortar
APEPU: som de coisa oca
APEPÛERA: casca de concha
APERERÁ: raso, igual, tosado
APETEREI: de rio do meio
APIÇÁ: atenção
APICHAI: crespo, enrugado
APÓ (S-R-S): s-apó raiz; xe r-apó - minha raiz; s-apó - raiz dele
APOENA: aquele que enxerga longe
APUAMA: que não para em casa, veloz, que tem correnteza
APUAVA, PUAVA: de o saltador
APUÉ: longe, distante
APYRYTÁ: armação de cumeeira
APYTAMA: feixe, molho, ramalhete
AQUÍRI: perna
'AR: cair
ARA: dia, luz, tempo, clima, nuvem, hora, nascer
ARÁ: papagaio / aracema bando de araras, papagaios (periquitos, jandaias)
ARABÉ: barata, besouro
ARACATU: bom tempo; de ara (dia, tempo) + catu ou katu (bom)
ARACÊ: aurora, o nascer do dia, o canto dos pássaros (pela manhã)
ARAÇÓIA: saia de plumas de ema que os índios usavam ao redor da cintura em certas cerimônias.
ARACU: na astronômia indígena do Amazonas é o grupo de estrelas que forma a empunhadura da espada do Orion na constelação de mesmo nome.
ARACUAM, ARAQUAN: de o papagaio esguio
ARAGUARI: este nome aparece assim grafado em antigos mapas Lecori, Ancori, Lencori, Araracari, Aracori, Araquari, penso que a grafia mais exata é a última. Temos então ara (papagaio), quara (buraco, esconderijo) e Y (água, rio), rio do esconderijo dos papagaios.
ARANI: tempo furioso
ARAPARI: o Cruzeiro do Sul, para as tribos indígenas do Rio Solimões
ARAPONGA: do papagaio que soa estridente
ARAPUÃ: abelha redonda
ARAPUCA: de colher aves, armadilha para aves, construindo numa pirâmide de gravetos de pauzinhos ou lasca de bambu.
ARARÁ: variedade de formiga
ARARAMA, ARARUAMA, ARATAMA: terra dos papagaios
ARARANGUÁ: este nome aparece pela primeira vez no mapa de Clemente Jough (1640) grafado Aremangar e depois, em outros, Ararariga, Aranga, Areronger, auronga, Araranga, Jerongoa, etc. Vem, pois, de Arara espécie de papagaio e gua ou goá, vale baixada, bacia. Logo vale dos papagaios.
ARARAPARI: é a enxó indígena
ARARÊ: amigo dos papagaios
ARASY: estrela d'alva, madrugada
ARATACA: de armadilha de papagaio
ARATINGAÚBA: de árvore do papagaio branco
ARATINGUÁ: de papagaio de bico redondo
ARAÚNA OU ARARÚNA: ave preta
ARÉ: o Noé dos indígenas Tupi-Guarani
AREBÁ: demora
AREBO: cada dia
ARETÉ: dia festivo
ARI, 'ÁRY: em cima, acima
ARIOCA: de casa, ninho de sapo
ARIRIU, ARIU, IRIRIU: de rio da ostra
AROEIRA: de árvore velha
AROUI: de rio do sapo
ARU-APUCUITÁ: remo de aru, assim chamavam os indígenas do Rio Negro.
ARUÇA: de caranguejo
ARURU: tristonho
ASAB (S): atravessar, cruzar
ASEMA: grito, gritar, gritador
ASSURINI: tribo pertencente a família lingüística tupi-guarani, localizadas em Trocará, no rio Tocantins, logo abaixo de Tucuruí (PA).
ATAENDY: chama
ATAENDYURU: castiçal, lamparina
ATAGÛASU: fogueira
ATAÎRU: companheiro de viagem
ATAUÚBA: flecha incendiária, foguete
ATI: gaivota pequena
ATIAÎA: raio de luz, que reflete luminosidade
ATIATI: gaivota grande
ATURASÁ: branco que casava com índia
AUAIÚ-AIAPÉ: bate-pé
AUÇÁ: de caranguejo
AUPABA: terra de origem
AÛSUB (S): amar / saiçú, uaçaiçú amar / moraussuba amar os outros, amor, afeto; do tupi poro ou moro (prefixo) + aussuba (amar) / joaussuba amarem-se (uns aos outros); do tupi "jo" (prefixo) + aussuba (amar)
AWA: redondo
AYMBERÊ: lagartixa
AYTY: ninho

A letra "b" tem sempre o som nasal, próximo a "mb", principalmente no meio das palavras. as consoantes são bastantes dúbias e confusas, principalmente o p, o b e o m. exemplos: Burity, Murity, Maranã, Paranã, Biri, Piri (de peri o junco), são palavras que se confundem, geralmente.

BÁ: pleno, cheio
BABACUTAIA: vida aracanguira
BABAKA: virar, voltar-se, revirar; retorcido, a vulva
BABAQUARA: tolo, aquele que não sabe de nada, também morador do refúgio
BABITONGA: este nome vem escrito, Bapitanga pela primeira vez no mapa de Pere Coronelli em 1648. Nos seguintes Bepitanga, Pepitanga, Babytonga, etc. Teceram sobre ele histórias e lendas mas na minha opinião este nome provém da ilhota Itapitanga. De ita pedra e pitanga vermelho. Logo pedra vermelha.
BABUI: de palavra híbrida be bambu e Y rio do bambu.
BACOPARI: de depósito d'água
BACUCU: de espécie de marisco
BACUPARI OU BACURI: de "'ybá ou yba" (fruta de árvore) + "cury", fruto apressado, amadurece rápido...
BAGUAÇU: de fruto grande
BAGUAL: do que é mortal
BAIACU: do bicho quente
BAÍRA: entidade civilizadora dos indígenas parintintins ou cauaiuas, do rio Madeira, no Amazonas, de raça tupi. Ensinou a pesca com sangab (visco).
BAMBAE: o que é torcido
BANGA: torto, virado
BAPO OU MBARAKA, MARACÁ, MARAKÁ, MARACAXÁ, XUATÊ: cascavel; chocalho usado em solenidade; que imita o maraká, barulhento
BAQUARA, BIQUARA OU MBAEKWARA, NHAMBIQUARA: sabedor de coisas, esperto, sabido, vivo
BARAUNA: de madeira preta
BATARRA: grande, forte
BATINGA: de madeira branca
BATOQUE: pedra de beiço, ou cilindro de pau, pedra resina, que os indígenas colocavam no lábio inferior.
BATOVI OU BATUI: de rio da cana verde
BAU, EMBAU, MBAU: de oco, vazio; de rio oco
BEBÉ: voar
BECUIVA: de árvore de fruto quente
BEIJÚ: de bolo de mandioca torrada, o enroscado
BEÎU: pão, bolo.
BERAB OU BERABA: brilhar, resplandecer; brilhante; resplandecente
BERIMBAU: de morro furado
BIAÇA: lê-se este nome pela primeira ver em Hans Staden, no mapa de Clemente de Jonghe (1640), designa o porto da Laguma. Nos seguintes lemos Ibuasup, biassa Ibiaçá e Birasuera vem de Mbê ou pê caminho, trilho, Açaba ou Aça atravessar, cruzar. O passo, o porto.
BIBOCA: de lugar, casa acanhada, casa de barro, moradia humilde
BIRAQUERA, IBIRAQUERA, VIVAQUERA: de dormida do peixe
BITUVA, EMBETUBA, IMBITUBA: lugar de muita planta, trepadeira
BÔCA: de um buraco no chão, para jogar bolinha de gude, furo
BOCAINA: de entrada do mato
BOIPATIBA: deve ser o atual Mampituba que nos mapas antigos vemos assim escrito Iboipitinni, Ibepetuba, Iboipitinhi, Iboypetinhi vem de Mboi cobra, peti casca, escama, tin ou tinga branco e y agua, rio. Logo rio da cobra de escama branca.
BORA: particípio; indica contrariedade
BORÉ: flauta de osso / teró flauta de taquara / mimby, toré flauta
BOTIÁ: de variedade de coco muito comum no litoral catarinense
BOTIÁTUBA: de lugar de muito coco botiá
BOTUCA, MUTUCA: de a mosca que perfura, ou aguilhoa, mosca que ataca os animais
BRACATINGA: de árvore de folha branca
BREJAUVA: de árvore cujo o fruto abre
BRUACA: de saco de couro, cesto de erva (mulher velha?)
BUCARAIM: de rio da cobra escamosa
BUCICA: de cão pequeno
BUCUI: de rio da areia fina
BUGRE: denominaçao dada pelo povo aos selvicolas. Julga o Ilustrado P. Teschaner que este vocábulo provém da antiga palavra francesa Bougre que significava sodomita.
BUIAGU: de terra quente
BUPEBA: de terra plana, planície
BYR: levantar-se, erguer-se

CAA, CAÁ, KA'A, KAÁ: mata, mato, folha, planta / ka'agwy mata, bosque, floresta
CAAPII, CAPIM: de folha miúda, mato fino, folha delgada
CAATY: pasto / caatinga ou catinga mato branco
CABA: marimbondo, vespa
CABIRU: de rio da coruja
CABOCLO, CABURÉ, CAFUZO, KABU'RÉ, TAPUIO: de tirado do mato, sertanejo; procedente do branco, mestiço de branco com índio. Atualmente, designação genérica dos moradores das margens dos rios da Amazônia.
CABORE: ave noturna, de pio ululado, tida como agourenta pelos indígenas cariris.
CABREUVA: de fruto da coruja
CABRIUNA: de mato de casca preta
CABRUÉ: da coruja
CACHUMBA: de inflamação das glândulas salivais
CACI: dor
CACIRA: vespa de ferroada dolorosa
ÇAÇUENA: sacuena
CAÇULA: de filho mais novo
CACUPÉ: costa do mato, atrás do mato; de caá (folha de árvore, o mato) e cupê, cupe, kupe (atrás, apoio, costa)
CAETÉ, CAETÊ, CAITÉ: de mato virgem ou verdadeiro
CAFUNDÓ: de sítio escuso
CAFUNÉ: de estalido que se dá com as unhas na cabeça de alguém que se cata...
CAIACANGA: de cabeça de bugio (espécie de macaco)
CAIACANGA-AÇU: de cabeça de bugio grande / caiacanga-mirim de cabeça de bugio pequena
CAIANA: de variedade de cana de açúcar
CAIÇARA: cerca feita pelos indígenas em torno da taba (vila indígena)
CAINGANGUE: grupo indígena da região sul do Brasil, já integrado na sociedade nacional, cuja língua era outrora considerada como jê e que, hoje, representa uma família própria, coroado, camé, xoclengues.
CAIPIRA: de vergonhoso, roceiro, aldeão... O termo caipira em língua tupi significa "cortador de mato", nome que os índios do interior de São Paulo deram aos homens brancos e caboclos. É, por extensão, uma designação genérica dada aos habitantes do interior do Estado de São Paulo... (José Henrique)
ÇAIRA: de olhos pequenos
CAJURU: de entrada do mato
CALINDÉ OU CANINDÉ:
CALUNDÚ: de mau humor, cabeça esquentada
CALUNGA: de boneca, negro, cabeça preta
CAMB, KAMBY: leite, líquido do seio, peito, teta, mamica
CAMBACICA: de peito liso
CAMBAJURA: de matagal rijo
CAMBIRELA OU CAMBIRERA: de cambir-reya, muitos seios ou dorsos empolados, em alusão talvez ao grande número de picos da serra do mar.
CAMBOATA, CAMBOATÁ, CUMBATA: de mato que serpenteia
CAMBOI: de rio das vespas
CAMBOIM, CAMBUI: de folha, mato
CAMBORIM: de rio do robalo
CAMBORIU: de rio onde corre o leite
CAMBUCÁ: de vem de folha mato e que estoura
CAMBUQUIRA: broto de abóbora
CAMBURÉ: de coruja
CAMÉ: subtribo do grupo caingangue
CAMUÁ: palmeira de caule flexível, cheia de espinhosos
CANEMA: de folha fedida
CANGICA, CANJICA: de papas de milho branco, dentes, de grão mole ou cozido / cangicassu de grão grande cozido
CANGUA: de cabeça redonda
CANGUARI: de rio do extremo
CANGUÉ: osso
CANGUEIRO: de cabeça velha, caveira
CANHANHA: de roncador
CANHEMBORA: fujão; de canhema (fugir) + "bora" (sufixo do tupi)
CANHENHA: de mato que rumoreja (resmunga)
CANINANA: de seco e riscado
CANITAR: cocar
CANOA (UBÁ): embarcação a remo esculpida no tronco de uma árvore; uma das primeiras palavras indígenas registradas pelos descobridores espanhóis; montaria (designação atual usada pelos caboclos da Amazônia); (ubá).
CAPANEMA: de mato ruim, imprestável
CAPÃO: de ilha de mato
CAPENGA: pessoa coxa, manca
CAPINAR: de pelar o mato, despir de folhas (carpir)
CAPITINGA: de folha miúda branca
CAPIVARI: de rio da capivara
CAPOEIRA: de mato velho, extinto
CAPOROROCA: de mato que faz barulho; veja "pororok" (explodir)
CAPORORORA: de variedade de anta
CARAÁ: da semente do cará
CARACÚ: de medula óssea; raça de gado
CARACUVA: de piolho de galinha
CARAMONA: de arbusto
CARAPIÁ: de cara pintado
CARAPINHA: de cabelo crespo de negro
CARAÚ: de rio do acará
CARAUNA, CAUNA: de folha preta
CARI: o homem branco, a raça branca
CARIJÓ, CARIÓ, CÁRIO, CARIBOCA, CARIOCA (NOME DE QUEM NASCE NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO), CURIBOCA, KARIÎÓ, KARIBOKA, KARIOKA: de kariîó (carijó) e oka (casa), casa de carijós, casa de branco; procedente do branco, mestiço; como o galináceo de penas salpicadas de branco e preto. Carijó também é a antiga denominação da tribo indígena guarani, habitante da região situada entre a lagoa dos Patos (RS) e Cananéia (SP).
CARIMAN: de massa de mandioca
CARIRU, CARIRÚ, CÁRURU: de folha grossa
CAROBA: de folha amarga
CAROCEIRA: de raspas de mandioca
CARRANCHO: de o que arranha
CARRAPICHO: de espinho comprido
CATAGUA, CATIÁ, CATIGUA, CATIGUÁ: de folha riscada
CATAPORA: de fogo que irrompe (espécie de varicela)
CATERETÊ: de estalar (dança)
CATETA: de variedade de anchova
CATURRITA: de pequeno, anão
CAVERÁ: de folha brilhante, luzidia
CÊ: canta
CECI: mãe
CÉIA: gente
CENDIRA: irmã
CERIU: de rio do siri
CHA-Í-QUÍ: tia
CHACHARRA: de variedade de gaturamo
CHANCHERE, XANXERE, XANXERÊ: da campina da cascavel
CHAPECÓ: de donde se avista o caminho da roça
CHECÚ-CÚ: língua
CHERAMAY: avô / cherayi-tayra filho
CHIMBÉ: diz-se do boi cujas aspas encurvadas quase tocam a testa
CHIPA: guloseima feita de polvilho e queijo, também usada no Paraguai.
CHIRIPÁ: de espécie de cinto
CHIÚ: choro
CHOPIM: de conhecido também por vira-bosta
CICA: de resinoso
CIPÓ: de fibra que se apega / cipoai de cipó áspero
COANDU: de o que corre na roça; espécie de ouriço
COBA: a cara, rosto
COEMA: já é dia, manhã, amanhecer
COIVARA: de limpa de roça (queimada para roçar)
CONGONHA: de erva que sustenta (Congonhas?)
COPAIBA OU COPIUBA: de árvore da formiga
CORCOROCA: do que ronca
COTEGIPE: de rio torto ou sinuoso; "akuti îy-pe" no rio das cotias
COTUBA: de muita carne (forte nutrido)
CRICRI: de pequeno gavião
CRIOULO: a etimologia do nome crioulo vem de criar, que foi criado...
CUANGUERI: de rio da careira
CUI: farinha bem fina
CUIA: de a farinha, o pó (vaso feito de catuto)
CUITÉ: de vaso verdadeiro
CUMACAHY: trepadeira de raiz tuberosa; as folhas são tônicas do couro cabeludo e atuam contra a caspa. O aroma das flores é delicioso.
CUÑÁ, KUNHÃ: mulher / cunhã linguarudo / kunhã-muku-'im mocinha / "kunhã i katu" a mulher, ela (é) bondosa / "kunhã i porang" a mulher, ela (é) bonita / Para se distinguir sexos utiliza-se as palavras macho (mena) e fêmea (cunhã).
CUNHADUVA: de canoa da mulher
CUORE: já, agora
CUPENDIPE: indígenas de asas que os apinajés diziam existir no Alto Tocantins
CUPIM: de cupi a formiga
CUPIÚBA: árvore grande, uma das mais altas da Amazônia, casca e folhas amargas, mas úteis contra as oftalmias.
CURUMI OU CURUMIM, TAMBÉM KURUMÍ, KUNUMI, KUNUMIM: menino (palavras utilizadas no Amazônas); plural curumins / kunumim-gûasu moço

A letra "d" inicial nunca é pura, é um d nasal, isto é, "nd" e mesmo no meio da palavra o som é nasal.:
DAMACURI: tribo indígena da Amazônia
DAMANIVÁ: tribo indígena de RR, da região do Caracaraí, Serra Grande e serra do Urubu.
DENI: tribo indígena aruaque que vive pelos igarapés do vale do rio Cunhuã, entre as desembocaduras dos rios Xiruã e Pauini (AM).


EÇÁ, ESSÁ, TEÇÁ: o olho do homem, olhar, os olhos / aeca, eca, echar (verbo) ver, avistar / epîak (s) ou epiaca ver / espiar de ver, olhar
EÇABARA: o campeador
EÇAÍ: olho pequeno
EÇARAIA: o esquecimento
E'EM (R-S-): doce
EÍRA: mel
EMBA: de oco vazio
EMBARÉ: de oco, diferente
EMBAUBA, IMBAUVÃO: de árvore oca
EMBIRA: de casca de árvore
EMBIRAÇA: de casca grossa
EMBURUIANA: de o umbu falso
EMIMOTARA (T-R-S-): t-emimotara vontade; xe r-emimotara - minha vontade; s-emimotara - vontade dele
ENCOIVARAR: de fazer queimada
ENDY (T-, R-S-): t-endy luz; xe r-endy - minha luz; s-endy - luz dele
ENDUAPES: mantos de penas
ERA (T-, R-, S): t-era nome; xe r-era - meu nome; s-era - nome dele (veja cuera)
ERÊ: de campo?
ESGARABATABA: a zarabatana, um tubo geralmente feito de taquara, com o qual assopravam setas envenenadas.
ESPÔCAR: de saltar, arrebentar
ESSÁUNA: essá-una (olhos-negros)
ESSOMERIE: de chefe pequeno
ETAMA (T-, R-,S-): t-etama região, terra; xe r-etama - minha terra; s-etama - terra dele

GALIBI: tribo indígena da margem esquerda do alto rio Uaçá (AP).
GARAPA: caldo de cana
GARATÉA: nome de um busca-vidas
GATURAMO: de bom presságio
GAÚCHO: de cavaleiro
GÊ, IÊ, JÊ, JE, NHE: (prefixo) / jemoúba acomodar-se; do tupi "je" (prefixo) + moúba (acomodar)
GENIPAPO: de que serve para pintar
GEREVA: de chato ou manchada
GERIBÁ: nome de um coqueiro
GERIVA OU JERIVA: do que tem fruto em cacho
GERIVATUBA: de o que tem fruto de cacho, palmeira
GI: de machado
GIGUAÇU: de machado grande
GIRAO: de armação de paus
GITIRANA-BOIA: de cigarra cobra
GOIA, GUAIÁ: de gente semelhante
GOIO-COIÓ: que vem de água do rio
GOIO-EN: de que vem de rio fundo
GOITACÁ: nômade, errante, aquele que não se fixa em nenhum lugar
GRANDIUVA: de árvore de talo farpado
GRAPICICA, GUARAPICICA: de madeira de casca lisa
GRAVATÁ, GUARAGUATÁ: de o escamoso ou palmeira rija, dura
GUA: de vale
GUABIROBA, GUABIRUVA: de fruto de comer amargo
GUACÁ: de folha redonda
GUAIACA: de cinto de couro
GUAYBY: velha / gûaîbim velha
GUAMAMBACA: do vale que cerca o céu
GUAMIRIM: de vale pequeno
GUAMPA: aspas de boi
GUANANDI: de árvore oleosa
GUANDÚ: da que corre ligeira
GUAPARI: de árvore torta
GUAPEVA: de folha chata
GUAPUAN: de pau redondo
GUARACIABA: cuaracy-aba sol-cabeça/cabelos ou (raios de sol, cabelos louros)
GUARACICA: de pau resinoso
GUARAETÁ: de árvore verdadeira, madeira legítima
GUARÁIPU: de refúgio que surge; variedade de abelha
GUARAJUBA OU GUARAJUVA: de pau amarelo
GUARAPERE: de pau traçado
GUARAPURUMA: de árvore cujo fruto rumoreja
GUARAPUVU: de canoa que brota do chão
GUARITÁ: de pedra do guará
GUARUPIÚ: de mosquito escarninho
GUASCA: de tira de couro, correia
GUATAMBU: de pau sonoro
GU-Ê-CRIG: é um herói popular indígena guaiacuru
GÛEÎYB: descer
GUI: o grande vale

HERÁ: instrumento musical de sopro dos indígenas parecis, Mato Grosso.
HETÉ: corpo

IA IA: outra forma de dona, senhora
IACAMIM, JACAMIM: ave ou gênio, pai de muitas estrelas / yací-tatá estrela
IACIARA: o dia de luar
IAMÍ, YAMÍ: noite
ÎANDÉ: nós (inclusivo); nosso (a, os, as) / iandé a constelação Orion
IANDÊ: você
IAPUÇÁ, JAUÁ, SAUÁ: japuçá
IARATEGUBA: de onça amarela
IBÍ, IBI, YBI, YBY, YVY: terra, a terra, o chão
IBIPÉ: planície
IBÍ'TI: serra
IBITINGA: terra branca
IBITURUNA: de nuvem negra
ICA: trombeta dos indígenas Bororos, do Mato Grosso, produzindo um som grave, com que acompanham ritos religiosos e cerimônias funebres.
IÇARA: de esteio, tronco de árvore
ICICARIBÁ: de fruto resinoso
ÎEBYR: voltar
IGAÇABAS: urnas funerarias
IGARARETÉS-IGARAS: troncos de árvores
IGARITÉ: de canoa de vulto / igarapé, iguarapé de caminho da canoa
IKÓ: estar, morar
ILAPOCÚ: de pedra comprida
IMA: sem
IMARUI: de mosquito / marui, maruim, micuim de mosca pequena, mosquito
IMBÉ: de planta rasteira
IMBEUVAÇU: de grande árvore oca
IMERIM: de rio pequeno
INCHU: de mel de abelha rugoso
INDAIÁ: um certo tipo de palmeira / indaial da palmeira
INHAMBU, INHAMBÚ, INHAPUM: do que levanta o vôo rumorejando, a perdiz
INQUIRIM: de morro do sossego
INTANHA: variedade de sapo
IÓ: procedente
IPANEMA: y-panema água-ruim (imprestável para pesca); existe outra versão "y-ape-nena" água-caminho-curvo (água que faz um caminho curvo), "nena" leva til no e e vem do guarani
IPÊ: de árvore distinta / ipêaçú de árvore distinta grande
IPERU: tubarão
IPI: o primeiro, a primeira vez
IPITANGA: rio vermelho
IPÚ: a fonte
IPURA: cheio
IRA, JAPIRA, YAPIRA: mel / irai, irani, irati de rio do mel
IRAPUÃ: mel redondo
IRARA: do papa-mel
IRIRIBÁ, ARIRIBÁ: de fruto que amarga
IROB: de amargo
IRUPÉ: a vitória-régia
ITACORAI, ITACORUBI, ITACORUI, ITACURUI, TRACOVI: de rio das pedras esparsas
ITAGUAÇU, ITAI-GUAÇU, TAGUAÇU: de grande pedra grande ou muitas pedras, de rio da pedra grande
ITAIMBÉ: de pedra pontuda, afiada / itai-mirim de rio da pedra pequena
ITAJAI-GUAÇU: de itajai grande / itajai-mirim de itajai pequeno
ITAJUBA, ITAJUBÁ, TAJUBA, TAJUBÁ, TAJUVA: de pedra amarela
ITAMAMBECA: esponja do mar
ITAMIRIM: de pedra pequena
ITAPEMA: de pedra rasa, lajeado
ITAPERIU: de rio da cabeça de pedra
ITAPEROBÁ OU ITAPERUVA: de pedra do caminho da canoa
ITAPITANGA, TAPITANGA: de pedra vermelha
ITAPITINGA: de pedra branca, lajedo branco
ITAPOCOROI: de laje que abrolha
ITAPOCU: em mapas antigos vemos também escrito tapuca, tapicu.
ITAPUCU: de itapocu pedra comprida
ITAQUI: de pedra afiada, pontuda
ITAUM: de pedra preta, ferro / itaúna de pedra preta
ITINGA: de rio branco, água clara
ITYK: atirar
IU, JU, YU: espinho
IUÇARA, JIÇARA, JUÇARA: palmeira fina e alta com um miolo branco, do qual se extrai o palmito. Palmeira esbelta atinge até vinte metros, folhas graciosamente recurvadas; a parte terminal interna é comestível como palmito; palmeira elegantíssima recomendada para o cultivo em parques e jardins; a fibra semelhante à piaçavae presta-se ao fabrico de vassouras duráveis; os frutos servem para defumar a maniçoba e fornecem uma espécie de vinho de cor roxo escura muito saboroso e que tem as mesmas propriedades nutritivas do chocolate, podendo ainda suprir qualquer alimentação; a seiva guardada alguns dias fermenta e produz muito álcool; medicinalmente, para estancar o sangue basta espremer o caule novo desta palmeira sobre o ferimento; o suco arde, mas estanca na hora; é assim usado pelo índio na floresta quando se fere.
ÎUK: podre
ÎUKYRA: sal
IURIRÉMIRIM, JURÊRÊMIRIM: de pequena boca de d'água; pode ser uma baía de mar calmo.
IURU, YURU: boca; baia, remanso
IVITURUI: frio na parte mais alta de uma serra
ÎY: machado

JABRÓ: fugir
JACÁ: cesto
JACARANDÁ: do que tem o centro duro
JACAREUBA: de fruto encurvado
JACAÚNA: indivíduo de peito negro
JACUBA: de pirão de farinha de mandioca; de água morna
JACUCACA: do que come grãos do mato
JACUNDÁ: dança tradicional indígena no Amazonas
JACUPEMBA: do jacu inferior
JAÊ: nós dizemos, temos dito, falamos
JAGUARESSÁ: olho de onça, jaguara (onça) + essá (olho) / jáguariu de rio da onça
JALAPA: do que é para se colher
JAMBAQUI, SAMBAQUI: de monte, ajuntamento, monte de cascas, casqueiro
JAMÉ: oculto, misterioso / jamecó ser oculto, de jamé (oculto) + ecó (ser, estar)
JAOBI: da terra solta
JAPECANGA: de junco de espinho
JAQUARANA: de cigarra
JATAI: de árvore de fruto duro
JAVAÉ: tribo indígena que habita o interior da ilha do Bananal
JAVARI: competição cerimonial desportiva religiosa
JÉ: grupo etnográfico a que pertence a maioria dos tapuias / tapuia jes ou tapuias, indígenas que habitavam o interior do Brasil. Índio bravio, mestiço de índio, índio manso (AM); qualquer mestiço trigueiro e de cabelos lisos e negros (BA); caboclo tapii, tapuio, designação antiga dada pelos tupis aos gentios inimigos.
JEROQUIS: danças
JETICA: batata-doce
JIBÁ: braço / jibaoçú braço grande
JIQUITAIA: pimenta
JIQUITAIA: formiga
JÓ, JOCA: tirar, arrancar
JOAIA: de rio de arbusto espinhento (rebenta cavalo)
JUCÁ: matar (ou tupi antigo îuká matar) / jucassaba matador, ação de matar; de jucá (matar) + "saba" (sufixo do tupi). Exemplos de outros tempos verbais ajucá umã îuká matar) / jucassaba matador, ação de matar; de jucá (matar) + "saba" (sufixo do tupi). Exemplos de outros tempos verbais ajucá umã eu matei (passado), ajucá mo eu mataria (condicional), ajucá ne eu matarei (futuro), jucá bo matando (gerúndio), ejucá mate (imperativo); jucapyra morto / jucapyrama o que será morto. Em geral a voz do verbo é sempre a mesma para expressar, presente, pretérito, mais que perfeito... mas, dependendo do sentido da frase, ajucá pode ser eu mato, eu matava, eu matei, matara ou eu tinha morto. Ojucá pode ser ele mata, ele matava etc., também eles matam, eles matavam... Orejucá matamos, matávamos etc.
JUMANA, XIMANA, XUMANA, XUMANE: tribo do grupo aruaque, habitante da região dos rios Japurá e Solimões (Amazônia Ocidental).
JUMBEBA: cactos
JUNDIÁ: do que tem espinhos na cabeça
JURUBATIBA: lugar cheio de plantas espinhosas
JURUBATUBA: de enseada muito ampla
JURUMBEBA: folha chata com espinhos, cacto
JURUQUIÇABA: de ninho de papagaio
JURURU: de aruru, que significa triste

A letra "u" depois da "q", como em palavras que soam que e qui, é líquido, não aparece, portanto, vamos substituí-lo pelo k que é o som exato. Ke e ki. Itaqui será itaki e em vez de quera, escreveremos kera (dormir).:
:
KÁ, QUÁ: dedo
KAÎ: queimar
KALUANA, KAMAIURÁ: lutador de uma lenda da tribo
KARAJÁ OU LAURARE: marimbondo
KARARÁ, QUARARÁ: tambor feito de madeira e pele
KARIAY: moço
KÉ, QUÉ, IKÊ, KÊ (ADVÉRBIO): aqui, cá; também significa atenção, cuidado. Mboiqué cuidado com a cobra. Xe aqué estou aqui.
KEN: o torê, instrumento de sopro entre os indígenas da etnia tupi, para as danças comemorativas da caça, pesca, à vitórias guerreiras.
KER, KERA, QUER: dormir / Pitúna okéri = a noite adormecida
KANE'Õ: cansado
KIABO, QUIABO: do pente
KI'SÉ, KYSÉ, QUECÉ, QUECÊ, QUICÉ: faca; faca de pedra; faca velha e/ou enferrujada, cheia de dentes ou sem cabo
KOKO: festa dos kayapós
KOMANDÁ: fava
KOPIR: carpir
KU, Ú: comer, tragar, engolir
KÛÁ: enseada
KÛARA: de buraco, esconderijo, ninho, toca
KUBUT: macaco guariba
KUÎ: cair, desprender-se (o fruto, o cabelo etc.); ir para a decadência
KUKOIRE: macaco-prego
KUKUÎ: ficar caindo, ficar-se desprendendo (o fruto, o cabelo etc.)
KURUBA: bolota, grão, caroço
KURUK: resmungar, resmungão
KURURU: sapo
KUTUK: espetar, furar
KYRIRI, KYRIRIM, KIRIRIM, QUIRIRI: vem de silêncio, sossego, calado / Iquiririm (rua de São Paulo) de 'y (rio) e kyriri (silencioso)

LEXIGUANA: de o bando, o enxame
LUCARANA, LUCURANA: de vermelho falso

MACUIM: de bicho pequeno que rói
MAGANGÁ, MAMANGABA: de vespa desordenada
MAIRÁ: uma das espécies de mandioca, típica da região Norte.
MAME: em algum lugar. Onde? / mamó significa de fora, de algum lugar, ou de onde?
MAMPITUBA: de cousa que é arejada, ventilada; o sopro, o hálito
MANAU: tribo do ramo aruaque que habitava a região do rio Negro
MANDAÇAIA: de o que se espalha envolvendo
MANDIOCA, MANIÇOBA: aipim, macaxeira, raiz que é o principal alimento dos índios brasileiros.
MANDIOCAÇU: mandioca grande (mandioca, açu).
MANGONA: variedade de cação
MANGUARI: de pessoa alta e magra
MANIUA, MANIVA: tolete ou folha da mandioca; se usa na alimentação na região Norte.
MANTIQUEIRA: de coisa que verte, vertente
MANU: morto
MARA, MBARA: mar
MARATIMBA: gente de mistura branca
MARICÁ: de folha miúda
MARIMBONDO: de mosca que flecha
MATE: de bom para beber, bebida
MATURATI: de o morro branco, alusão a uma cascata
MBA`E: coisa; ser bruto
MBARÉ: de o soprado, a gaita do índio
MBEB, MBEBA: chato, achatado
MBIR: de casca da árvore
MBURURICHA: chefe
MBUYAPÉ: pão
ME: forma nasal de -pe - em, para / me, ou pe (preposição) por, ao
MEMBIRA, RAIRA?: filho ou filha
MENA: marido, macho / menama futuro marido / menduera o que foi marido / Para se distinguir sexos utiliza-se as palavras macho (mena) e fêmea (cunhã).
MENBORÉ-UAÇU: chefe tupinamba
MENDAREPÉ: dote
MENDUBI: amendoim
MIMBOÉ: ensinado; do tupi "mi, mbi" (prefixo) + mboé (ensinar)
MINGAU: de papas de qualquer farinha
MINHOCA: do que é arrancado
MIRÃ: futuramente
MIRÁ: gente
MIRIM: pequeno
MITANG: menina, menino, criança
MÓ: fazer, fazendo, tornar, tornando
MOABARÉ: tornar padre, fazer padre
MOACUBA, MOAKUB: aquecer, esquentar; do tupi mo ou mbo (prefixo de fazer) + acuba (quente)
MOENDY: iluminar, acender
MOETÉ: honrar; legitimar, louvar
MOÎEBYR: fazer voltar
MOINA: pos-se, colocou-se
MOMBAK: fazer acordar
MONDÓ: fazer ir
MONDYKYR: fazer gotejar, destilar
MONGABA: reunião para falar / nhemongaba assembléia, do tupi nhe (prefixo) + mongaba
MONGER: fazer dormir
MONHANG: fazer
MONJUÁ: de boca aberta (cofo para pesca)
MOPAÎÉ: tornar pajé, fazer ser pajé
MOPONGA, MUPÕGA, MUPUNGA: pescaria em que se bate na água com uma vara para os peixes irem para a rede e ficarem malhados
MOQUEAR: de assar sobre varas
MOQUECA: de envolver
MORANDUBA: notícia; Moranduba Tupi significa notícias do povo tupi; moro-anga-enduba (o outro-alma-ouvir)
MORONGUETÁ: os sentimentos verdadeiros, puros, instintivos
MORUBIXABA: chefe, cacique; "xe morubixaba" eu (sou) o cacique
MOSSEMA, MOSEM: fazer sair, enxotar; do tupi mo ou mbo (prefixo de fazer) + sema (sair)
MOROSSEMA: sair ou saída de gente; do tupi poro ou moro (prefixo) + sema (sair)
MOTIRÕ: mutirão, reunião para fins de colheita ou construção (ajuda)
MUNDEO: de o que se alça; armadilha
MUNDUCURUS: forma geométrica
MUQUIÇO: de o piolho / muquirana de o piolho falso

NÃ: semelhante (veja Maracanã)
-NABI, NAMBI: orelha
NAMOA: de gente de longe
NANBIQUARA: fala inteligente, de gente esperta
NAURÚ: bravo, herói, cheio de vontade
NEM: fedorento
NHADIUVA, NHUMBIUVA: de árvore da aranha
NHA'EM: prato
NHANDUTI: de teia de aranha
NHANHAN: de anã parente, próximo
NHE: nhan, nham, falar, fala, língua
NHE, NHO (PREFIXOS DO TUPI): nhemima (esconder-se), nhomima (esconderem-se); prefixos + mima (esconder)
NHE'ENG (TUPI ANTIGO): falar; do tupi nhe (prefixo) + eng (falar) / nhe'enga fala, idioma, língua, palavra
NHEENGATU: nhegatu, língua boa, língua fácil de ser entendida
NHEN NHEN NHEN, NHENHENHÉM: ñeñë, falação, falar muito, tagarelice; de "ixé anhe'eng" - eu falo
NHOESEMBÉ: antigo nome indígena de Porto Seguro, na Bahia.
NHUM: campooby (r-s-) - verde xe r-oby - eu sou verde; s-oby - ele é verde; ka'a-oby - mata verde
NÍTIO: não; não há
NITIOECÓ: este não existe; não ser
NOSSEMA: sair com, retirar; do tupi ro ou no (prefixo) + sema (sair)
ÑU: campo, planície, pampa
NUCURÁ: da passagem do campo
NUNGARA: igual, semelhante

OAPIXANA: tribo do ramo aruaque do alto rio Branco (RR), fronteiras com a Guiana.
OBÁ: rosto
OCARA: praça ou centro de taba, terreiro da aldeia
OCARUÇU: praça grande, aumentativo de ocara
OKA (R-S-) OU OCA OU OO: cabana ou palhoça, a casa, o abrigo, casa de índio; xe r-oka - minha casa; s-oka - casa dele
OK-PR-U-RÓRI-RÓRI: espécie de adorno
ORÉ: nós (exclusivo); nosso (os, a, as)
ORO: prefixo número-pessoal de pessoa do plural exclusiva
ORUBE: alegre, feliz, rindo
OVA: face, rosto, cara

PÁ: tudo
PABA: terminar, concluir; morrer; o fim
PACA: vivo, ágil, esperto, vivaz, alerta (nome de roedor)
PACAQUARA: vem de furna, toca de paca
PAÇOCA: de bolo esmigalhado à mão
PACUPIBA: de o pacu chato
PAEM: tudo
PAGÉ OU PAÎÉ, PIAGA: curandeiro, feiticeiro, sacerdote, líder espiritual
PAINA, PAINEIRA: de fruto entrançado
PAJELANÇA: ação do feiticeiro índio que conserva o título nheengatu pajé. Cerimonial do pajé para alcançar fórmulas terapêuticas tradicionais por meio dos espíritos encantados, de homens e animais.
PAK: acordar
PAMONHA: do visgo, o grude
PAMPEIRO: de campo, planície (vento sudoeste)
PANGARÉ: de cor de pelo de cavalo
PAPANDUVA: de casca rugosa saltada
PAPAQUARA: de variedade de saira
PAPUAN, PIRAPUAN: baleia (cetáceo); de peixe redondo, a baleia
PARABIWA: madeira inconstante (variada)
PARACANÃ: tribo encontrada durante a construção hidrelétrica de Tucuruí.
PARAIBUNA: rio escuro e que não serve para navegar
PARANAGUA MIRIM: de Paraná de onde se avista o mar, guá (vale, entrada) e mirim (pequeno); pequena baia
PARIPAROBA: de junco todo amargo
PAROBA, PEROBA: de casca amarga
PAROBÉ: de rio todo amargoso
PAT: tamanduá?
PATAXO-HÃ-HÃ-HÃE: tribo indígena no sul da Bahia.
PATUÁ: de espécie de brebe ou breve, do que pertence a cama
PAUÁ, PAVA, PAWA: tudo, muito (no sentido de grande extensão)
PAUETÊ NANBIQUARA: tribo da região do Mato Grosso (nanbiquara, nhambiquara)
PAVUNA: lagoa preta
PEASABA: porto, embarcadouro
PEB, PEBA, PEUA, PEVA, PEWA: achatado, de chato, plano
PEPERI GUAÇU: de rio de quedas grandes
PEPERI MIRIM: de rio de quebradas pequenas
PEREBA: ferida, cicatriz, a ferida com casca
PEREQUÊ: de entrada de peixe
PERERECA: variedade de camarão?
PERÓ: português, portugueses
PERUDÁ: amor (veja em tupi moraussuba)
PETI: de casca
PETYMA: fumo, tabaco / petim-buáb cachimbo
PI: de miudo
PIAÇABA: da travessia do caminho
PICUMAN: de coisa comprida também pode ser fuligem
PINÁ: palmeira fina e alta, da qual se extrai o palmito, típica da Mata Atlântica.
PINDABUNA: de anzol preto
PINDAÍBA, PINDAIBA, PINDA'YBA (-PINDÁ 'YBA): vara de pescar, de pau de anzol, planta de anzol
PINDÍ: claro, limpo
PINDOBA: variedade de palmeira
PIPOCA: da pele estalando; de pi (pele?) e pok (estourar), logo pele estourada
PIPOCAR: de rebentar, estourar
PIQUIRA: da pele tenra
PIRABEJU: de peixe enroscado
PIRAI: de rio do peixe / pirai mirim de rio de peixe pequeno
PIRAI PIRANGA: de rio do peixe vermelho
PIRAJUBA: peixe amarelo, "pirá" (peixe) + "juba" (amarelo) / pirajubaé, prejibaé de rio do peixe amarelo
PIRAMA: de está próximo
PIRÃO: de farinha de mandioca com água; de posto de molho
PIROISA: ar
PIRONGO: de catuto, cabaça
PITAGUAR, PITIGUAR, POTIGUAR: indígena da região NE do Brasil.
PITAR: de fumar tabaco
PITO: do cachimbo
PITUNA: noite
PÓ: mão / poã dedo da mão / poape unha / popessuara o que está na mão; de "pope" (na mão) + "suara" (sufixo do tupi)
POÇAUNA: de rede preta
POCEMA: festas
POITÁRA: o que alimenta; de poia (alimentar) + "ara, sara" (sufixos do tupi)
POK, POROROK: explodir, estourar / Itapororoca (município da Paraíba) de itá (pedra), pororok (explodir), pedras explodidas ou explosão das pedras
PONGA: o som ôco, retumbante
POR: pular / Pirapora (município da Bahia) pirá (peixe), por (pular), pulo dos peixes ou peixes que pulam
PORÃ: bonito
PORA: morador; habitante de...; gente
PORANG: belo, bonito, lindo / porangatu bem bonito, belíssimo / bonito em tupi é porang, mas "kunhã-porang-a" mulher bonita (ou mulheres bonitas) é acrescentado um A porque o adjetivo termina em consoante. Se queremos dizer menino bonito, basta justapor porang ao substantivo, acrescentando o sufixo -A à composição formada. Dizemos pois kunumi porang-a. Se quisermos dizer o menino é bonito teremos de usar o pronome pessoal de 3ª pessoa, I, dizendo assim kunumi i porang (literalmente isso significa o menino, ele é bonito). Subentendemos o verbo ser, que em tupi não tem correspondente. Se quisermos dizer "eu sou bonito", dizemos "xe porang". Porangaba beleza; de porang (belo) + "aba" (sufixo do tupi).
POROPISSYCA: apanhar gente; do tupi poro ou moro (prefixo) + pissyca (apanhar)
POTAR: quero. Exemplos itá a-i-potar, pedras eu as quero.
POTASSARA: o que quer; de potara (querer) + "ara, sara" (sufixos do tupi)
POTI, POTIM: camarão / potitinga de camarão branco
POTIGUARA OU POTIGUAR:
POTIQUEQUIA: lagosta
POTOCA: de mentira, embuste
PREÁ: de que mora no mato
PRIMINHÓ: de caça de peixe ou o salto do peixe
PUÃ: redondo
PUBA: de podre mole
PU: barulho, ruído
PUÇÁ: armadilha para peixes e outros animais aquáticos; de rede de pesca para siri ou camarão.
PUÇANGA: mezinha, remédio caseiro (receitado pelo pagé)
PUPÉ: dentro de; "oka pupé" - dentro da casa; "arará kûara pupé" - dentro do buraco das ararás (variedade de formiga)
PUITA: de espécie de tambor
PUTÁRI: de querer, desejar (verbo)
PUXIRUM: de reunião de pessoas para serviços agrícolas
PYPORA: pegada; de py (pé) + "pora" (sufixo do tupi)
PYSYK: pegar, apanhar
PYTÁ: ficar

O som da letra "r" é sempre leve, brando, mesmo no início de palavras. Nunca tem o som forte que usamos em rato. Rana, rura, se falará sempre com o som de paris, arame, etc...:

RÃ: de avermelhado
RAMÊ: quando?
RANA: semelhante, parecido
RAÚ: falso, fingido
RÊ: geralmente usado como sufixo
RÉ: diferente, distinto
RECÊ: por causa de, por amor de...
RECÓ: ter, tratar, negociar
RERÉ: salta, saltita
RIRI: tremer
ROAMA: para ser mantida de pé
ROÍNA: ter consigo; manter junto de si
ROKÉRA: dormir com; do tupi ro ou no (prefixo) + kéra (dormir)
RU: folha
RU: pai
RUCA: que sai; procedente de...

O som da letra "s" é meio chiado, não tão sibilado e nunca terá o som de z, mesmo que fique entre duas vogais. No caso, como em português e para facilitar a nossa pronúncia, coloca-se dois esses, como em "essá" (olho), por exemplo.:

SABOGA: de pelado
SAÇUENA: perfume
SAGUAÇU: de olho grande
SAGUARITA: variedade de caramujo
SAI, SAÍ, SAIRA, SAÍRA: de olhos pequenos e vivos
SAMA: fio, corda
SAMAMBAIA: de olho enrolado
SAMBURA: de pau enroscado (cesto pequeno)
SANGA: do alagado, o espraiado
SANHAÇU: de olho grande ou sai grande
SAÓ: de mau cheiro
SAPÉ: de alumiar, é nome de uma gramínea que serve para fachos
SAPICA: de surra, importunação, tostar ligeiramente
SAPIROCA: de olho esfolado
SAPO: raiz
SAPOREMA: de moléstia que ataca a mandioca
SAPOTI: do mato
SARARÁ: mariposa
SARU: de manso, calado
SAUVA: do queixo
SEM: sair
SIRI: siri, caranguejo, câncer
SIRIU: de rio do siri, ou rio do caranguejo
SÓ: ir
SO-Ó: carne / soó cahé carne assada
SOCÓ: de bicho que se arrima
SOK: socar, pilar
SOROK: rasgar, rasgar-se
SOROROCA: de bicho que se arrasta
SUCUPIRA: de casca saliente
SUINDÁRA: do que não come
SURU: que desliza, manso
SURUI: tribo do parque do Aripuanã, região do Madeira, Rondônia.
SY: mãe; origem, semente
SYK: chegar
SYKYÎÉ: temer, ter medo
SYRYK: escorregar

TABARÉU: de aldeia diferente
TABA: aldeia / tabatinga de aldeia branca; pode porvir também de barro branco / ta(ba)-porang-a, taba + porang (bonito), tá'-porang-a aldeia bonita; taba i porang - a aldeia, ela (é) bonita
TABOCA: de haste furada
TACONHA: pênis / tapiaguaçu de pênis grande
TAIA: de aroidéa conhecida
TAIABOCÚ: de dente comprido
TAIÓ OU TAIOBA: de folha de ou do taiá
TAJUBA: de fruto de fogo
TAKÛARA: taquara, variedade de bambu
TAMARANA OU TANGAPENA: o tacape, uma arma indígena
TAMBATURU: de ostra queimada
TANHA: figura
TAPACURA: liga, atadura, que os indígenas do rio Uaupés, especialmente as mulheres, usam trazer amarrada abaixo do joelho e que pretende preservar das cãibras, dando resistência para as longas caminhadas.
TAPERA, TAPERÁ: andorinha; de aldeia extinta
TAPIOCA, TIPIOCA: de tirado do fundo
TAPIRAPÉ: nome de grupo indígena; de tapi'ira (anta) e (a)pé (caminho), caminho de antas (era o nome que os antigos índios da costa do Brasil davam à Via Láctea)
TAPIRUVA: de tapir anta e uá espinha; a espinha, o osso da anta ou taper-oã reina em pé...
TAQUARA: de haste ou pau furado
TAQUARAPOCA: de taquara que rebenta
TAQUARI: de haste furada fina / taquaruçú de taquara grande
TAQUERA: de jazigo de pedra
TARAGUÁ: de seio enfeitado
TATARANA OU TATURANA: de "tata" fogo e "rana" parecido, logo a lagarta da mariposa (Dirphia sp) é semelhante ao fogo
TATUIRA, TATUI: de tatu da água
#NOME?: mas, porém
TEBI'U: comida (em guarani) / mbiú comido; do tupi "mbi" (prefixo) + ú (comer) / tembiú comida de gente; do tupi tes (prefixo) + mbiú (comida) / sembiú comida de animal
TEDA: cadeira
TEMBÉ: lábios
TERIVA: de alegria
TETÃ: cidade
TETYMA: perna
TIÉ: de barriga
TIJUCUPAUA: lamaçal, atoleiro
TIM: bico, nariz, saliência
TIMBARA: o que enterra; de tyma (enterrar) + "ara, sara" (sufixos do tupi) / tymbaba lugar de enterrar; de tyma (enterrar) + "aba" (sufixo do tupi)
TIMBAUVA: de árvore que da água?
TIMBÓ: nome de um cipó cujo suco embriaga o peixe.
TINGÁ: do poço
TINGUA: de ponta redonda / tinguaçu de ponta grande
TIPITI, TIPITIM: do tupi tipi, espremer, e ti, sumo. Espécie de cesto para espremer a massa da mandioca usado na fabricação da farinha, muito usados nos engenhos de farinha de mandioca na ilha de Santa Catarina.
TIRIRICA: de mato rasteiro, de folha quebradiça; erva daninha famosa pela capacidade de invadir velozmente os terrenos.
TOBÁ: rosto de gente; do tupi tes (prefixo) + obá (rosto) / sobá rosto de coisa (bicho)
TOBATINGA: barro branco como cal, barreira branca
TOCA: da casa, o esconderijo, toca, furna
TOCAIA: emboscada
TORIBA: o ser alegre
TOROROMA: jorro, borbotão
TRACOTINGA: de formiga branca (cupim ?)
TRAPUERABA: de folha levantada e brilhante
TRE: fluir
TRINOGA: da casa do morro
TUBA (RUBA): pai, tronco
TUBARÃO: do semblante bravio
TUCUPI: beiju-mingau
TUI: de bico pequeno
TUKURA: gafanhoto
TURI: a tocha, a fogueira
TURUNA: de valente, denodado
TUTÍ-CHICHUTÍ: tio
TUTÓIA (INTERJEIÇÃO): Que lindo! Que maravilhoso!
TYBA: ajuntamento
TYKYRA: gota, pingo (como um tiquinho de algo)
TYRYK: escapulir

UANÁ, URISSANÊ: vaga-lume (pirilampo, vaga-lumes)
UBÃ: pai (como situação na família)
UBAIA: de fruto saudável
UÇU: de variedade de capim
UGÛY (T-R-S-) OU T-UGÛY (TUGUI): sangue (xe r-ugûy - meu sangue; s-ugûy - sangue dele)
U'I: farinha-ûasu - sufixo de aumentativo - ão, grande
UIBA UÍ: flecha / uyba flecha / uybassy flecha envenenada
UIQUÊ: entrar
UIRAPARA OU UIRAPA: arco
UPÃ OU UPABA: lagoa, lago
UPITANGA: de rio vermelho
UQUIRIMBAU: poder
URU, URÚ: vasilha; de urú ave
URUBICI: da real das aves
URUÇANGA: de uru ave e çanga espraiado; espraiado das aves. Este nome aparece escrito em mapas antigos como Urolanga.
URUGUAÇU: galinha? (ave grande)
URUMBEBA: da madeira, o tronco chato
UÚ: água no idioma guarani

VAEN: chegar
VIRÁ: de lustroso
VOÇOROCA (TIPO DE EROSÃO DA TERRA): de yby (terra) e sorok (rasgar), logo terra rasgada
VOTU: ar; vento
VOTURANTIM: de morro, a encosta branca; a cachoeira
XAPERU: tribo da região Norte
XARÁ: tirado do meu nome; omônimo
XARÃMA: para mim
XAVANTE: tribo indígena pertencente à família lingüística jê e que, junto com os xerentes, constitui o maior grupo dos acuéns. Ocupa extensa área, limitada pelos rios Culuene e das Mortes (MT).
XERENTE: constitui o maior grupo dos acuéns que ocupa extensa área.
XIMAANA: tribo habitante da região do rio Javari, na fronteira do Brasil com o Peru.
XOCLENGUE: tribo caingangue do Paraná (rio Ivaí)
XORORÓ: de tororó sussurrante, corredor
XUÊ: devagar

WAPIXANA: tribo do ramo aruaque do alto rio Branco (RR), nas fronteiras com a Guiana, vapixiana, vapixana, uapixana, vapidiana, oapixana, oapina...

A letra "y", principalmente, tem um som típico. para pronunciá-la corretamente é preciso colocar os lábios na posição de i e a língua na posição de u, que é o inverso do som do u francês, embora muitos digam que pareça o u francês. se depois do y vier uma vogal, como em yara, a impressão que se tem ao ouvir o som é de y(g)ara, parece um g. para este som de y já se viu tudo que é grafia possível: u com trema, y com circunflexo, i com circunflexo, etc. O Padre Anchieta grafava y(g). Nota Na lista abaixo, muitas palavras grafadas com a letra Y estão na letra "I" (acima).
YACAÑY, YAKÃ: rio
YAVOÓI: mata
'YBÁ OU YBA: fruta de árvore ou fruto
YBAKA: céu / ybacoby céu azul, ybaca + oby
YBAPIRANGA: céu vermelho, ybaca + piranga
YBARI: céu
YBIRA: pucu salgueiro
YBYTYRA: montanha
YEPEA: lenha, madeira
YPEG: pato; ypéc ou ypéka, de ypég, significa o nadador e designa não só o pato, mas outras aves nadadoras. Essa palavra aparece em todos os vocabulários tupis.
YSY (T-, R-, S-): t-ysy fila, fileira; xe r-ysy - minha fileira; s-ysy - fileira deles
'YTAB: nadar
YUYA: lago
YVATE: alto
YVATEKATY: rio acima
YVYKATY: rio abaixo
YVÝRY: ao ladoYVYVOVO: ponte


Fonte:
http://dicionariosvarios.blogspot.com/2009/06/dicionario-guarani-tupi-tupi-antigo.html

agosto 02, 2009

Imprensa Campista, imprensa Nacional .

Qualquer que seja a situação,se o profissional é jornalista por formação acadêmica, auto didata, ou simpatizante, a única obrigação deve ser a imparcialidade na exposição dos fatos, informações tendenciosas ou com intensões subliminares deveriam ser expurgadas da imprensa escrita e falada. Assim deveria ser, que assim seja.
A imprensa não poderia servir a senhor algúm, mas, por justa
conduta deveria servir a uma Senhora, a Senhora Dona Verdade.

julho 15, 2009

Caminhada

" Cada pequeno passo é menos um na direção nossos objetivos em 2012. As opções são: Sejam bem-vindos e somem ou vejam da estação Campos, o trem passar."

julho 10, 2009

Fmanha - no Blog do Saulo Pessanha

julho 10th, 2009 em 1:51

A velocidade de irradiação da informação que hoje existe nos permite a sonhar um mundo mais justo e digno, nada esta escondido mais, nem nada pode ser feito com a garantia de que se tem absoluto sigilo, pode se gravar uma conversa a 200 metros de distancia com extrema fidelidade aos sons originais, esta pode ser transmitida instantâneamente a todos os pontos da Terra e até a alguns do universo, pode se enxergar através de grossas paredes com ferramentas dotadas de sensores de calor, ver na mais absoluta escuridão, localizar um sorriso ou uma lágrima usando os olhos de satélites a trezentos quilometros de distancia, não me estranha se alguém enxergar minha alma utilizando alguma engenhoca moderna, acreditemos na reciclagem do lixo conceitual e ideológico pela enorme potência que hoje é a informação instantânea, mas ainda é o bom senso e a dignidade do homen de bem que privilegiado, aperta e aperta e aperta , tecla a tecla, estas nossas modernas máquinas de escrever. E estes justos temos de sobra, precisamos só despertá-los, este é o papel dos Blogs na evolução.
Seja Bem Vindo !
Armando Barreto

junho 16, 2009

Tribuna Livre - Projeto " TERCEIRA VIA "

Caro Amigo, Vereador,
Nos acompanhe numa ideia.
Ouçam, sintetizem, assimilem e só então, me respondam.
- Votaremos de forma distrital nos candidatos a Vereador nas eleições Municipais de 2012 !
Raciocinemos assim: Temos sete Zonas Eleitorais; 75, 76, 98, 99, 100, 149, 249, para cada uma delas seria definido um numero correspondente de representantes na Câmara , obedecendo-se o equivalente proporcional ao quociente eleitoral de cada uma delas. Só poderia receber votos o candidato comprovadamente domicíliado, ou com empresa alocada, ou ainda atividade social ou produtiva na mesma zona .
"João das Couves", candidato "residente" na 75.a Eleitoral estaria assim impedido de receber votos ou influenciar a decisão eleitoral de Antonio ou Maria que votam e residem na 99.a ZE. Teríamos assim representantes legítimos da comunidade e, uma parcela enorme da prática de compra de votos seria impedida.
- Porque comprar votos em outra zona se eles não lhe são válidos?
Observem que há lógica no que lhes espomos meu caro, é necessario desenvolver esta linha de ação, principalmente em nossos cérebros desacostumados a necessidade de urgente evolução política.
Dezessete Vereadores; respeitando-se as variáveis, uma zona com numero grandes de eleitores como a 98.ZE, teria numa conta simples, três representantes na câmara, a 99.ZE pelo mesmo cálculo, também três, a 76.ZE, três, restariam oito a ser dividido pelas outras quatro zonas, acompanha-me no pensamento ?
Resta então fazer com que exista mobilização à formar base legal e incentivar o interesse político em executar esta mudança na legislação eleitoral.
- "Zézinho de Mato dentro", batalhador, ativista social, articulista das melhorias no bairro, estaria em condições de se eleger por seu povo e com certeza seria uma ferramenta especialmente adequada a promoção do progresso em seu bairro, localidade, sertão ou comunidade. Contrapondo-se a aquele político corrupto, que só vem aqui comprar e corromper o povo humilde, por ocasião do pleito eleitoral.
- Xô safado, muquirana !
Eu vi nesta última campanha eleitoral, muitos destes "representantes e lideranças autênticas" perderem o direito de servir aos seus e, assim promover vida mais digna as suas cercanias, para os bem preparados, municiados e viciados compradores profissionais de votos. A quem estes servem senão a manutenção de corrupção.
Um amigo construtor me disse uma coisa que utilizo como linha de conduta a todas as situações cotidianas:
- Armandão:
Dá pra fazer a obra com qualidade, promover o bem estar geral, sem usar subterfúgios e falcatruas e, ainda assim ganhar um bom dinheiro!"
- Vamos lá levantar esta construção senhores, tem parceiro ?
Armando Barreto
Projeto TERCEIRA VIA
PPS_CPS/RJ

junho 04, 2009

Post no Blog " A Trolha."

A Dona Coisa Publica.

Em não se tendo comando, vira roça sem porteira !
Em não se tendo escrúpulos vira curriola !
Em não se tendo orgulho, vira excracho !
Em não se tendo honra, vira esculacho !
Em não se tendo dono, vira casa da mãe Joana !
Em não se tendo dona, vira esta zona !

Pra onde vai o olhar ?

Pro lado que se olhe só indiferença e arrogancia.
Dê o poder a um Homen(ou uma mulher) e você verá o seu verdadeiro caráter .
Todos os dias voltamos o olhar pro amanhecer e tentamos um sorriso, não por nós, fica difícil de conseguir o intento, parece sonho mas, em algum lugar nesta planícia vai brotar o respeito a dignidade e a honra.
Não nos importamos sinceramente que se busquem objetivos pessoais, e, é até louvável que isto se faça, os objetivos movem a inteligencia à evolução e ao crescimento; a miséria da ganancia movendo esta busca é que leva a derrocada, esta tropega e tosca caminhada esta por se findar !
Venham todos homens de bem, energicamente removam a terra e a preparem pro novo, pro decente, pro digno, para o futuro !

maio 21, 2009

Chegou o tempo !

Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de sentir saudade, e tempo de esquecer; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de lamentar, e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se; Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de jogar for a; Tempo de estar calado, e tempo de falar; Tempo de amar, e tempo de sofrer; tempo de guerra, e tempo de Paz. (Eclesiastes 3.1 a)

abril 30, 2009

Açúcar x Saúde - Esta preocupou !

Falando, escrevendo, dando dicas e receitas da Alimentação Desintoxicante ou sobre O poder de cura do Limão, sempre surgem pessoas perguntando: posso colocar açúcar no meu suco desintoxicante? Posso tomar o limão com açúcar? Posso usar mel? Posso usar adoçantes?

Enfim, mesmo tendo como foco (propósito) a desintoxicação ou a prática da medicina preventiva, as pessoas insistem em adoçar a sua grande oportunidade de cura e conquista da saúde. Vejamos o quanto de in-sano (não saudável) existe nesta necessidade.

Até cerca de 300 anos atrás a humanidade não usava aditivos doces na sua dieta ordinária. Os povos antigos e civilizações passadas não conheciam este famoso aditivo doce. O mel era usado eventualmente, mais como remédio. Como remédio!

Certamente consumia-se amêndoas, castanhas, nozes e pistache, maçãs, figos, uvas, azeitonas e amoras, cevada, trigo, centeio e painço, pepinos, melões, alho-poró, alfarroba, hortelã, aniz, cebola e alho, batatas, lentilha, soja e feijões, mostarda, tomate, leite, mel e uma infinidade de presentes da natureza. Todas transbordantes de açúcares naturais.

Este processo histórico prova que o açúcar concentrado ou refinado é desnecessário como alimento. Foi só a partir dos 5 últimos séculos que o açúcar começou a ser produzido cada vez em maior escala e ser consumido de forma cada vez mais intensa. Cada vez mais purificado, o açúcar de cana (ou beterraba) se transformou em sacarose branca. Um pó branco.

Hoje o planeta contém uma civilização consumidora de milhares de toneladas diárias de açúcar. "De 2 quilos de açúcar/ano passou-se a 80 quilos por americano/ano, em apenas 11 gerações" afirmava o Dr. Robert Atkins (EUA) faz uma década atrás.

O açúcar refinado é o resultado de um processo físico-químico que extrai da garapa (o caldo de cana) a sacarose purificada e anidra, usando e adicionando produtos químicos como clarificantes, antiumectantes e agentes de moagem. Tais aditivos químicos, sintéticos, são muitas vezes cancerígenos e/ou danosos à saúde, principalmente quando consumidos diária e frequentemente.

O açúcar refinado deve ser considerado como um produto quimicamente ativo, um produto sintético, pois se trata de uma substância resultante de um processo de purificação, um concentrado. Do xarope inicial, além de evaporado, são retiradas fibras, proteínas, sais minerais, vitaminas, impurezas etc. O produto final é a sacarose concentrada a mais de 90%, um carboidrato de elevado poder calórico, que libera doses excessivas de glicose e frutose no sangue.

Quando consumimos uma fruta ou chupamos 1 ou 2 bagos de cana, além de todos os nutrientes que estes alimentos contém, sua carga energética (carboidrato = caloria) está diluída na sua alquimia nutricional, e até faz uso destes demais nutrientes para ser usada como fonte de energia vital. Tais carboidratos "integrais e naturais" são facilmente absorvidos e usados pelo organismo, sem causar estresse ao pâncreas, ao fígado, ao cérebro e ao metabolismo como um todo.

Já a sacarose em pó (> 90% de concentração) ou líquida (xaropes de açúcar invertido) é um alimento vazio de nutrientes, ao contrário, rica em aditivos e resíduos de um processo físico-químico, razão pela qual devemos considerar o açúcar como um não alimento, zero de energia vital. Portanto, como na classificação do livro do Dr. Soleil – Você sabe se desintoxicar? - este produto sintético é um "alimento" biocídico (bio = vida + cídico = que mata).

O corpo humano não necessita de açúcar ou qualquer alimento refinado. O que ele realmente necessita é de glicose, ou seja, o tijolo básico dos carboidratos. Mas essa glicose pode ser facilmente obtida a partir de uma alimentação balanceada, onde frutas, cereais integrais, legumes e hortaliças são consumidas diariamente. Ao contrário do que dietas como a do Dr. Atkins e a de South Beach preconizam (quando evitam o consumo de carboidratos), a glicose é o principal combustível de ser humano, portanto é muito importante para o seu pleno metabolismo, quando gera energia de crescimento, regeneração, movimento, pensamento e manutenção. Assim, consumida da forma correta, de fontes naturais, que inclusive o organismo precisa digerir para obtê-la, existem tempos e condições que só fortalecem e favorecem o organismo.

Mas, o slogan dos produtores de sacarose é: "açúcar é energia".

Entretanto, esta é uma citação enganosa, pois na verdade, o correto seria dizer que: "açúcar é uma injeção de sacarose na veia”, ou seja, superabundância de energia química concentrada.

Atualmente nossos pâncreas têm que produzir em um único dia a quantidade
de insulina que nossos ancestrais possivelmente produziam durante uma vida - Dr. Cyro Masci.

E aí reside o problema: açúcar refinado é sempre excesso de energia, acima das necessidades reais. E, uma vez ingerido, para onde vai este excesso? Causar estresse, desarmonias, doenças:
• Depósito de gordura corporal nas vísceras, órgãos, sistemas...
• Maior demanda de energia metabólica (estresse metabólico) para contornar as desarmonias energéticas geradas;
• Envelhecimento precoce, pois a célula só usa o que necessita, todo o excesso passa a ser um "estorvo" metabólico;
• Estímulo excessivo do pâncreas;
• Depressão do sistema imunológico, incluindo problemas como doenças crônicas ou repetitivas;
• Desmineralização orgânica, incluindo problemas de anemia, dentes e ossos;
• Subnutrição pela depressão de enzimas digestivas, portanto pobre aproveitamento e fixação de nutrientes e;
• Problemas digestivos, gases, constipações, mau-humor, afetividade, equilíbrio emocional, produtividade, etc.

Ao se consumir um produto extremamente concentrado, isolado, sem a alquimia dos alimentos oferecidos como tal pela natureza, será exigido do organismo uma compensação química pela ausência dos demais nutrientes daquele produto natural. Ou seja, no metabolismo de geração energética dos carboidratos, principalmente dos açúcares, é FUNDAMENTAL a presença de cálcio, ferro, magnésio, enzimas e vitaminas. Se tais substâncias não estão presentes, elas serão seqüestrados das reservas (caso existam) do indivíduo que fez uso daquela sacarose sintética.

Este é o motivo pelo qual o açúcar "rouba" do organismo depósitos destes minerais, e esta carência de cálcio, magnésio e ferro aumenta quanto maior a ingestão de açúcar. Podemos afirmar então que o açúcar é descalcificante, desmineralizante, desvitaminizante, um agente de desarmonização metabólica. Açúcar não é "alimento", mas um "antinutriente". Ele MATA a vida, pois ferro significa vitalidade, cálcio ossos e dentes, magnésio a conexão espiritual.

Lembramos que no consagrado livro de Willian Dufty - Sugar Blues - ele considera o açúcar como uma "droga doce e viciante que dissolve os dentes e os ossos de toda uma civilização".

E o pior, seus efeitos são como o de uma verdadeira droga, lentos, cumulativos e insidiosos, vão minando a saúde dia após dia, ano após ano.

Importante lembrar que todo alimento classificado como carboidrato ou energético, que são os cereais e suas farinhas, as frutas, os legumes e as verduras, são assim denominados porque se transformam em glicose durante seu processo digestivo. Também, uma pequena parte das carnes e até mesmo das sementes se converte em glicose.

Portanto, numa alimentação balanceada e consciente, esta é a rota energética natural de mantemos as necessidades bioquímicas do corpo. Isso explica por que povos antigos não necessitavam de açúcar concentrado, isolado e sintético.

Assim, se levarmos em conta que não necessitamos de açúcar “extra”, tudo o que se consome de açúcar nestes três últimos séculos é excessivo, exagerado, muito além do que o organismo necessita.

Vamos ao bom senso? O mais importante é fazer com que cada indivíduo entenda que a alimentação natural, sem aditição de sacarose sintética, contém quantidades suficientes de glicose e energia. Não mesmo adoçantes, exceção feita aos diabéticos.

Já que o açúcar refinado existe e é impossível negar seus prazeres, vamos ao bom senso, à criatividade, ao adaptar-se? Nestes tempos de modernidade e “high tech”, ingerimos muito mais "energia" do que o necessário. Principalmente porque a humanidade está muito menos física, ao contrário, mais sedentária.

E, como estamos falando de uma “droga”, quem consome muito açúcar torna-se um dependente orgânico, e quanto mais intoxicado, mais deseja açúcar, mais sedentário, porque tende a ter menos força física, emocional e mental. Grandes consumidores de açúcar geralmente são fracos, astênicos, e acreditam que não podem fazer nada sem consumir um pouco de doce. Vai uma dose extra aí?

O Brasil, um dos maiores produtores de açúcar do mundo, tem um problema cultural, pois sua economia iniciou-se pelo cultivo da cana. Infelizmente, o brasileiro consome cerca de 200 gramas de açúcar/dia. Por extensão são cerca de 6 quilos/mês ou 72 quilos/ano.

Portanto, a cada 13 anos a pessoa consome 1 tonelada de açúcar. Então um cidadão brasileiro de 40 anos já fez passar pelo seu organismo algo como 3 toneladas de açúcar.

Referência: "Relatório Orion" - Dr. Márcio Bontempo - L&PM Editores.

Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para a alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.

abril 22, 2009

Querido Anônimo ....

- Eu não sou de todo são, pode ter certeza!
Tenho posicionamentos e conceitos que podem não ser comum a todos, mas, tenho uma "benção" que, graças ao bom deus bate forte no peito e não me permite ser covarde ou omisso.
Não tenho este negócio de rosa ou vermelho, a cor que embelezar eu acho bonita, a que enfeiar
é sujeira, precisa ser retirada e jogada pro lixo !
Não tenho nada contra este ou aquele governante, tenho sim posicionamentos ou opiniões que por vezes divergem destes.
Também não defendo a corrupção e muito menos chamo corruptos de amigo, irmão ou coisa que se pareça.
Não concordo com os tribunais que sustentam que pra ser culpado é necessário, transitado e julgado, se; todo mundo sabe que determinado, presidente, governador, senador, deputado, prefeito, secretário, vereador, síndico, empresário, banqueiro é ladrão, puta que o pariu: Cadeia neles!
Todo mundo sabe que aquele sujeito andava de sandália velha, juntou-se com um grupo de empreiteiros que por sua vez sentavam a mesa e se fartavam com este e aquele vereador ou prefeito, e, de repente, passa na sua cara uma Hilux zero bala ou coisa que se pareça. A patroa dele, falar procê, dele andava mancando por conta de umas frieiras, de "bory" da Citicol e agora, ostenta um baita corte do Armani, e mais, já curte até um cacho pras vespertinas.
- Cadeia nele!
Eu trabalho, sustento os meus com meu suor, esta turma não trabalha e nem sequer transpira, acorda e dorme e até em sonhos ajeitam estratégias maliciosas e projetam suas falcatruas. Não sabem o que é respeito, família ou dignidade.
Deus que se apiede deles.
Mas, no depender de mim:
- Cadeia neles!
Não sou imune ao sofrimento, não me envergonho do que é correto, entristece-me a covardia e a maldade gratuita, a soberba é merda pura, me enoja !
Tenho buscado fazer minha parte, é pouco, é pequena, mas, é o que eu posso fazer !
Ah, não sou o dono do mundo, sou o filho dele, seu irmão !

abril 13, 2009

Pontal de Atafona

Voei
No caminhar dos sonhos
Degustados aos nacos Saboreados aos goles
De entardecer
Na tocaia da noite
Da lua
Na brisa
Das carícias
De delícias
E sobressaltos
Doadas em silêncio
De presente
Por ti morena
Aninhada
Serás amada
Na areia do pontal
Zé Armando

abril 10, 2009

ENDOSULFAN " PRA ATIVAR A MEMÓRIA RECENTE "!

RIO PARAÍBA DO SUL  
Conseqüências de um Desastre Ambiental 
7 de Janeiro de 2009 

Philip C. Scott, PhD* 

Infelizmente, as instituições estatais de Saúde, Meio Ambiente, Pesca e Agricultura do Estado do Rio de Janeiro, aparentemente não estão vendo a gravidade do recente acidente ambiental ocorrido com o despejo do poderoso pesticida Endosulfan que contaminou ¾ do leito do Rio Paraíba do Sul - RPS à partir da empresa Servatis em Resende, RJ. 

O Endosulfan, um composto organoclorado já banido em tantos países, é classificado pela agência de proteção do meio ambiente dos EUA (U.S. EPA) como altamente tóxico (- Toxicity Category I). É um disruptor do sistema endócrino humano podendo causar toxicidade reprodutiva em humanos. Aumenta o risco de autismo, o atraso da puberdade em meninos e provoca defeitos congênitos no sistema reprodutivo humano. Isso ocorre não apenas em seres humanos, mas também com outros organismos expostos à contaminação. 

O estudo (http://www.ejfoundation.org/pdf/end_of_the_road.pdf) da Environmental Justice Foundation resume os desastres ocorridos com Endosulfan em vários países onde ele é ou foi vendido por diferentes companhias. O Endosulfan é conhecido por diferentes nomes incluindo Agrosulfan; Aginarosulfan; Banagesulfan; Cyclodan; Endocel; Endoson; Endonit; Endomil; Endosol; Endostar; Endodaf; Endosulfer; E-sulfan; Endorifan; Hildan; Redsun; Seosulfan; e Thiodan. 

Assim como o DDT e Dieldrin, o Endosulfan é um composto organoclorado e como tal, é persistente no meio ambiente. Seu principal produto de degradação - o sulfato de endosulfan não apenas é mais persistente mas igualmente tóxico. O Endosulfan bioacumula nos seres humanos e outros animais. 

Por conta dos seus resíduos no meio ambiente e a contaminação de gado através de pastos afetados por Endosulfan, a Coréia do Sul já rejeitou a carne bovina da Austrália, assim como a União Européia suspendeu suas importações da Tanzania, Uganda e Quênia no passado. 

Uma pesquisa realizada em apenas 123 domicílios em Kerala na Índia, uma região afetada pela contaminação por Endosulfan, revelou 49 casos de câncer, 43 casos psiquiátricos, 23 epilépticos, 9 com anormalidades congênitas e 23 com retardamento mental. 



abril 07, 2009

Quinze Anjos na esquina

Jan...(a menina) queria tomar um banho e Marc...(o menino) não queria se separar dos amigos, nada anormal se os dois não fossem parte de um grupo de 15 crianças com necessidades especiais, que viraram brinquedinhos de gente grande e, anormal!
Janaína queria saber se na casa para onde ela estava sendo forçada a ir tinha chuveiro e toalha pois ela estava com muito calor e se sentindo muito suja e, chorava desesperada por causa disto. Marcelo gritava agressivo e socava as portas e chutava em todas as direções , porque não queria ir para a outra casa onde estava indo contra a sua vontade sem levar seus dois amiguinhos, que eu nesta aflição nem mesmo lembro dos nomes.
Os outros treze sofreram em doses iguais e tiveram reações cada um a sua maneira, e eu chorei e desculpe estou chorando agora, eu não tinha visto de perto tamanha covardia por parte de adultos contra crianças, só dos noticiários, assim de perto me fez me sentir um animal. Foram três horas nesta agonia de crianças desesperadas e gritando e chorando, mordendo umas as outras de tão apavoradas que estavam e se agrediram e agrediram as moças e senhoras que cuidavam delas que mesmo agredidas lhes respondiam com palavras suaves e carinho.
Nunca em outra ocasião tinha me aproximado de tanto sofrimento e o acaso me pregou esta peça, apesar do ocasional, de amigos e conhecidos de ambos os lados dentro da casa, eu só estava passando e vi quando dois garotos desesperados pularam os muros e corriam desorientados por entre os carros da avenida com evidente perigo de ocorrer uma tragédia, tão somente porque não queriam ir embora com aqueles que estavam ali para levá-los e deixar para trás os amigos, eles passaram raspando ao caput do meu carro, foi Deus quem desviou eles do meu para choque e me fez voltar e ver o que estava acontecendo, e eu voltei e entrei na casa, e talvez tenha doado um pouco de minha atenção e dedicado algum respeito aos pequenos. Num último momento de desespero o menino Marc... antes de ser levado embora voltou correndo e gritando pela lateral da casa, junto dele os dois amiguinhos se agrupando e se embolando os três, buscando se protegerem, como fazem os animais em bando quando acuados,
desesperados, deu um imenso trabalho pra convencê-los a ir embora dali pro outro lugar onde iam levá-los, apavorante !
Aquilo tudo que vi era um capítulo de uma batalha, acho eu que de estúpida vaidade e as vitimas crianças! Uma querra de canalhices e as vítimas crianças ! uma disputa animalesca de forças e as vítimas crianças !
Zambia, Zimbabwe, Etiópia, não ! Vinte e Oito de Março, esquina com Alzira Vargas, APIC.
Eu fiquei até que as crianças fossem levadas em carros, três ou quatro carros de passeio, um cortejo com condutores vitoriosos e alguns até sorridentes. Aos Generais contendores, jubilem-se, vocês são covardes !
Se tiverem coragem olhem nos olhos de seus filhos e netos e lembrem-se, fostes e são covardes ! Não consideraram em momento algum que eram crianças e crianças com necessidades especiais, satisfizeram o ego de um e colocaram sob os pés o outro, mas mesmo assim se vitoriosos ou derrotados , vocês são covardes !

Não acredito que aqueles pequenos Quinze Anjos estejam dormindo , mesmo a esta hora, eu vi desespero demais nos olhinhos deles, e desespero tira o sono, não o de vocês ! Quando cheguei em casa agradeci a Deus pelo meus filhos terem saúde e estarem sobre minhas asas, e eu estou chorando de novo , não tô legal não , não vou conseguir dormir ! Deus tenha piedade de vossas almas e os perdoe, porque eu não sou Deus e não vou conseguir perdoá-los !

Zé Armando

abril 03, 2009

Que Praga é essa ?

foto Fred Rabelo
foto Fred Rabelo

foto Fred Rabelo




Se a voz do Rio Paraíba pudesse ser ouvida diria o seguinte:
- Que praga é essa que essa tal "Sinteses" lança sobre min ?
Eu Perguntaria aos órgãos competentes, IBAMA, INEA, Feema, Prefeitura, órgãos e instrumentos envolvidos na proteção do meio ambiente, Municipais , Estaduais, Federais:
- Que praga é esta que lançam sobre as águas que sustentam nossas vidas e a de nossos filhos e irmãos ?
Percebam a vegetação a beira d'água e no leito por onde são lançados os resíduos no rio, toda morta !
Zé Armando

abril 02, 2009

Dia do Rio Paraíba do Sul " in memorian"

No dia Mundial das Águas a comemoração foi grande e justa, pois ela é a base da vida mas, um breve percurso pelas águas macias e quentes do no Rio Paraíba do Sul, entre o Cais da Lapa e a rampa do bairro do Matadouro nos mostrou que é preciso trabalhar muito , principalmente a consciencia das pessoas em relação a necessidade de se proteger o rio e promover reações imediatas em seu leito e margens para que um dia se possa comemorar "o dia do Riom Paraíba do Sul", é preciso agir rápido e eficiente para que esta comemoração não seja "in memorian".

março 18, 2009

A HORA DO PLANETA - EVENTO GLOBAL

Acessoria de Imprensa Pescae

A Pescae_Pescadores Esportivos, aderiu oficialmente à campanha Hora do Planeta 2009. No dia 28 de março, apagaremos todas as lâmpadas, das 20h30 às 21h30. O movimento, um ato simbólico de combate ao aquecimento global, é promovido globalmente pela Rede WWF desde 2006 e acontece pela primeira vez no Brasil. Por enquanto, A Pescae, primeira entidade representante da região Sudeste, aderiram à Hora do Planeta o Rio de Janeiro, Curitiba o estado do Amazonas e os municípios de Jurumin (SP), São Geraldo do Araguaia (TO) e Cametá (PA).

"A Hora do Planeta é um gesto de engajamento, no qual cada um deve fazer a sua parte para um futuro melhor. Será uma demonstração da nossa paixão pelas pessoas, pela solução, pela conservação do planeta, e principalmente, pelo futuro e pela vida", afirma Álvaro de Souza, presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil.

A Pescae participará e contribuirá com a responsabilidade por mobilizar a população da cidade, incluindo organizações, empresas e pessoas, para aderirem ao "apagão" e também multiplicarem a idéia.

"Com esse ato simbólico de apagar as luzes, vamos mostrar ao mundo que, trabalhando juntos, podemos fazer a diferença na luta contra o aquecimento global", afirma o diretor , Armando Barreto,. "Os Pescadores esportivos também estão aproveitando esse momento de mobilização para alertar sobre a importância da conservação da natureza.

Em nosso país, 75% das emissões de gases causadores do aquecimento global têm origem no desmatamento e na queimada; ou seja, manter nossas florestas em pé é fundamental para amenizar os impactos das mudanças climáticas", explica ele.

È necessário que ícones de nossa Campos dos Goytacazes apaguem suas luzes, tomemos por exemplo o que farão em Curitiba o Teatro do Paiol, Fonte dos Anjos, Torre da Biodiversidade, Estufa do Jardim Botânico, Linha Verde - Monumento de bambu, as fontes das praças Santos Andrade e Generoso Marques, portais de Santa Felicidade e Polonês, pista de atletismo da praça Osvaldo Cruz, e cancha polivalente da Praça Ouvidor Pardinho.

Qualquer pessoa pode aderir ao movimento. Basta apagar as luzes no dia e hora da ação. Quem quiser assinar o compromisso em nome do combate ao aquecimento global, cadastre-se am banner abaixo.

Pescae_pescadores esportivo

email: mando_barreto@hotmail.com







Hora do Planeta 2009.

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