dezembro 19, 2011

SEU CÉREBRO NUNCA ENVELHECE !




Uma boa notícia para você!

Quer saber como promover a saúde do seu cérebro? Então vamos começar mudando aquele conceito de “cabeça dura”. Isso mesmo! Crescemos ouvindo um número incrível de vezes esse “rótulo” , principalmente quando insistíamos em não mudar.
Parece-nos também um pouco com a síndrome de Gabriela: “Eu nasci assim, vou viver assim , vou morrer assim...”. Bem , eu pelo menos, ouvi isso de meus pais, parentes, amigos e tc.
Felizmente, não se pode mais atribuir ao “cérebro” , geneticamente constituído, as dificuldades que temos em promover mudanças em nossas vidas.  Até pouco tempo atrás, os neurocientistas acreditavam que o cérebro perdia a maior parte da sua plasticidade, ou seja, a capacidade de promover e adaptar-se às mudanças, criando novas conexões neuronais, na adolescência. Então o que não aconteceu em sua estrutura cerebral e funções até por volta de 21 anos, não aconteceria mais... Nas duas últimas décadas, os neurocientistas descobriram que essa teoria , que esse pressuposto estava errado. O cérebro muda sim e todo dia! E que os fatores determinantes da saúde do cérebro são os pensamentos, as emoções, as atitudes e não leis e regras mecânicas. A partir de qualquer experiência , o cérebro tem a capacidade de se transformar e assimilar novas informações. Isso quer dizer que todo dia temos um novo cérebro funcionando em nós, enquanto estivermos vivos.

Alguns fatores de influência , que alteram a área de cognição têm sido profundamente estudados pela ciência:
• O entendimento sobre os efeitos da mídia, da tecnologia sobre os pensamentos e emoções.
• Os efeitos do estresse diretamente agindo sobre o cérebro , identificando os fatores de risco de saúde.
• Os problemas de aprendizagem: dislexias, déficit de atenção, hiperatividade, etc.
• Outros métodos , tais como : transformação de sentidos em imagens.

Outro fato interessante é que o cérebro enquanto amadurece vai se especializando e os neurônios vão se reorganizando e com a repetição vão se consolidando as mudanças. Em qualquer área em que se queira melhorar a performance, a repetição estimula o cérebro a armazenar novas informações e aprendizagens.

Toda e qualquer experiência resulta em conexões neuronais, quanto mais ricas, mais variadas e desafiantes, mais sofisticados serão as conexões neuronais. Com o passar dos anos, por causa de uma redução de atividade dos lobos frontais, pode haver também uma maior lentidão em relação à essas conexões, mesmo assim ainda é muito grande a atividade cerebral . Mas, não podemos deixar de ressaltar que a MOTIVAÇÃO exercita e muito o cérebro e ativações de conexões neuronais no córtex frontal (área do pensamento).

Veja agora alguns princípios, que se bem assimilados, podem abrir a porta para seu potencial cognitivo :
1.          O CÉREBRO É PARTE DO SEU CORPO:

O seu conhecimento, sabedoria e sua memória compõem o seu corpo, uma entidade física. Se tivéssemos um equipamento sofisticado, poderíamos observar tudo acontecendo em nosso cérebro: estruturas, neurotransmissores, códigos de DNA, etc.
Assim, se é físico é sujeito aos bons ou maus tratos: estresse, drogas, álcool, alimentação precária, falta de exercícios físicos, tristezas, medos, etc.  Pode parecer estranho acreditar que seus pensamentos são feitos de matéria, mas são! Por isso seus sentimentos, sua forma de viver, escolhas , decisões interferem diretamente na longevidade cerebral.

2.          O SEU CÉREBRO TEM PODERES QUASE ILIMITADOS

O seu cérebro é o órgão mais complexo e capaz do Universo. Provável que jamais consigamos decifrá-lo totalmente. Sua potencialidade permanece indecifrável. Até a década de 80, acreditava-se que as pessoas não usavam todas as partes do seu cérebro. Hoje, os cientistas mostram que usamos todas, mas nem sempre com eficiência!

3.          O SEU CÉREBRO PODE SIM DAR ALEGRIA E PRAZER                      
INFINITOS

Com o passar dos anos, o estresse do cotidiano, as dificuldades, algum fracasso, decepção vai nos tirando a alegria de viver. Dessa forma já não encontramos prazer em pequenas coisas que nos acontecem. O esforço ao longo de seguidos anos de preocupação pode nos exaurir. Assim, declina também a nossa capacidade cognitiva, intelectual. E quanto mais nos esforçamos, pior fica.
Quando você entende isso, começa a procurar caminhos mais saudáveis e deixará de procurar as “bengalas” da felicidade. Assume sua própria vida e responsabilidade pelo seu bem estar cerebral: muda hábitos destrutivos, cultiva a alegria, renova a dieta alimentar, faz trabalhos corporais e aprende a reconhecer o belo na simplicidade da vida, porque o motivo principal da vida acontecer está em você.


4.          PLASTICIDADE? SIM, SEU CÉREBRO TEM E PODE SE RENOVAR!

Não se apavore, não importa o que fez com seu cérebro até hoje, ele pode produzir novas células e potencializar as que já existem. Sim porque é possível produzir-se novas células cerebrais ao longo da vida. Na verdade , não temos um equipamento que crie novas células, mas o número de conexões entre elas são infinitas... Quanto mais conexões, mais seu cérebro funciona! Basta pensar e você já está criando novas conexões!
Lembre-se : nunca é tarde para cuidar do seu cérebro!


5.          FALAMOS TUDO? NÃO, NA VERDADE QUASE TUDO SOBRE O CÉREBRO É UM MISTÉRIO!

Por isso para lidar com o cérebro, precisamos estudar, observar e por vezes os tratamentos sejam preventivos ou não, carecem de várias modalidades ou especialidades para trazerem bons efeitos. Não há soluções mágicas. Não podemos tratar o cérebro isoladamente. Diante desse verdadeiro e único cérebro humano nos resta respeito, admiração e muito cuidado.  Ele é ilimitado, as limitações são suas, as que você escolhe viver!    Mas, a dica final é essa: Você é quem tem o poder. Conhecer, aprimorar , vivenciar e promover a saúde do seu cérebro é sua responsabilidade.
 Talvez esse artigo não mude a sua vida, mas sei que ao terminar esta leitura, grande parte dessas informações aqui descritas, já farão parte das suas conexões cerebrais!

Márcia Dario

agosto 27, 2011

Campos tanto quanto Roma...

A Política Do Pão E Circo

A política do pão e circo

Na Roma antiga, a escravidão na zona rural fez com que vários camponeses perdessem o emprego e migrassem. O crescimento urbano acabou gerando problemas sociais e o imperador, com medo que a população se revoltasse com a falta de emprego e exigisse melhores condições de vida, acabou criando a política “panem et circenses”, a política do pão e circo. Este método era muito simples: todos os dias havia lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu) e durante os eventos eram distribuídos alimentos (trigo, pão). O objetivo era alcançado, já que ao mesmo tempo em que a população se distraia e se alimentava também esquecia os problemas e não pensava em rebelar-se. Foram feitas tantas festas para manter a população sob controle, que o calendário romano chegou a ter 175 feriados por ano.

Esta situação ocorrida na Roma antiga é muito parecida com o Brasil atual. Aqui o crescimento urbano gerou, gera e continuará gerando problemas sociais. A quantidade de comunidades (também conhecidas como favelas) cresce desenfreadamente e a condição de vida da maioria da população é difícil. O nosso governo, tentando manter a população calma e evitar que as massas se rebelem criou o “Bolsa Família”, entre outras bolsas, que engambela os economicamente desfavorecidos e deixa todos que recebem o agrado muito felizes e agradecidos. O motivo de dar dinheiro ao povo é o mesmo dos imperadores ao darem pão aos romanos. Enquanto fazem maracutaias e pegam dinheiro público para si, distraem a população com mensalidades gratuitas.

Estes programas sociais até fariam sentido se também fossem realizados investimentos reais na saúde, educação e qualificação da mão-de-obra, como cursos profissionalizantes e universidades gratuitas de qualidade para os jovens. Aquela velha frase “não se dá o peixe, se ensina a pescar” pode ser definida como princípio básico de desenvolvimento em qualquer sociedade. E ao invés dos circos romanos, dos gladiadores lutando no Coliseu, temos nossos estádios de futebol e seus times milionários. O brasileiro é apaixonado por este esporte assim como os romanos iam em peso com suas melhores roupas assistir as lutas nos seus estádios. O efeito político também é o mesmo nas duas épocas: os problemas são esquecidos e só pensamos nos resultados das partidas.

A saída desta dependência é a educação, e as escolas existem em nosso país, mas há muito que melhorar. Os alunos deveriam sair do Ensino Médio com uma profissão ou com condições e oportunidades de cursar o nível superior gratuitamente, e assim garantir seu futuro e de seus descendentes. Proporcionar educação de qualidade é um dever do estado, é nosso direito, mas estamos acomodados e acostumados a ver estudantes de escolas públicas sem oportunidades de avançar em seus estudos, e consideramos o nível superior como algo para poucos e privilegiados (apenas 5% da população chega lá). Precisamos mudar nossos conceitos e ver que nunca é tarde para exigirmos nossos direitos.

Somente com educação e cultura os brasileiros podem deixar de precisar de doações e assim, se desligar desse vínculo com o “pão e circo”, pois estes são os meios para reduzir a pobreza. Precisamos de governos que não se aproveitem das carências de seu povo para obter crescimento pessoal, e sim que deseje crescer em conjunto.


Perfil do Autor

Bruna Rocha, estudante do Curso de Letras e trabalho em um Jornal. Osório, Rio Grande do Sul.

julho 11, 2011

Uenf inscreve para transferências, reingresso e isenção de vestibular

Segunda, 11 de Julho de 2011
Por Redação - 19:50:00 -

RIO DE JANEIRO (O REPÓRTER) - A Uenf está com inscrições abertas até o dia 15 para o processo seletivo de transferências externas, internas, reingresso de ex-alunos e isenção de vestibular (para candidatos já formados por outras instituições e que desejem ingressar em novo curso). São 268 vagas distribuídas entre 15 cursos presenciais e dois cursos a distância (semipresenciais).
As inscrições devem ser feitas diretamente na Secretaria Acadêmica da Reitoria da Uenf. O endereço é Avenida Alberto Lamego, 2.000, Prédio da Reitoria, Parque Califórnia, em Campos dos Goytacazes. Para transferência externa, exige-se que o candidato tenha cursado com aprovação pelo menos 500 horas-aula no curso de origem. Consulte o edital.
Para os cursos de bacharelado, a distribuição de vagas é a seguinte: Agronomia: 10; Ciências Biológicas: 20; Engenharia Civil: 10; Engenharia Metalúrgica e de Materiais: 10; Engenharia de Produção: 10; Engenharia de Exploração e Produção de Petróleo: 08; Medicina Veterinária: 10; Zootecnia: 10; Ciências Sociais: 20; e Ciência da Computação: 10.
Para os cursos de licenciatura, as vagas são as seguintes: Física: 10; Matemática: 10; Pedagogia: 10; Química: 10; Biologia: 10; Ciências Biológicas a Distância: 70 (sendo 10 vagas para cada um dos polos: Itaperuna, Macaé, Bom Jesus do Itabapoana, São Francisco do Itabapoana, São Fidelis, Petrópolis e Itaocara); Química a Distância: 30 (sendo 10 vagas para cada um dos polos: São Fidelis, Paracambi e Piraí).
Conforme a modalidade de ingresso desejada, há uma lista de documentos para inscrição. Em qualquer caso, há uma documentação básica exigida: requerimento de inscrição, declaração que assegure ciência e concordância com o Edital, exposição de motivos que justifiquem a solicitação, duas fotos 3 x 4, cópia do documento de identidade com a apresentação do original, cópia do CPF e comprovante de pagamento da taxa de inscrição de R$ 70. Eventuais pedidos de isenção da taxa podem ser feitos no momento da inscrição, na Secretaria Acadêmica.
O processo seletivo será composto de duas etapas. A primeira será uma prova escrita de conhecimentos específicos com redação, e a segunda, uma entrevista com a Comissão de Avaliação do curso. A prova será no dia 7 de agosto, das 9h às 13h, e as entrevistas acontecem de 5 a 9 de setembro, exceto no feriado da Independência.

julho 10, 2011

Calendários

Os Calendários
A invenção da Medição do Tempo
Jaures Cardoso






Introdução:
http://www.gaia-astrologica.com.br/calendario.jpgCalendário é o sistema de medição do tempo que se necessita para a vida civil, dividindo o tempo em dias, semanas, meses e anos. Todos os calendários se baseiam nos movimentos aparentes dos 2 astros mais brilhantes da abóbada celeste, na perspectiva de quem se encontra na Terra. – o Sol e a Lua – para determinar as unidades de tempo: dia, mês e ano.
O dia, cuja noção nasceu do contraste entre a luz solar e a escuridão da noite, é o elemento mais antigo e fundamental do calendário. A observação da periodicidade das fases lunares gerou a idéia de mês. E a repetição alternada das estações as quais variavam de duas a seis de acordo com os climas, deu origem ao conceito de ano, estabelecido em função das necessidades da agricultura.

O ano é o período de tempo necessário para que a Terra faça um giro ao redor do Sol – cerca de 365 dias e seis horas. Esse número fracionário exige que se intercale dias periodicamente, a fim de fazer com que os calendários coincidam com as estações. No calendário gregoriano, usado na maior parte do mundo, um ano comum compreende 365 dias, mas a cada 4 anos há um ano de 366 dias – o chamado ano bissexto, em que o mês de fevereiro passa a ter 29 dias. São bissextos anos cujo milésimo é divisível por 4, com exceção dos anos de fim de século cujo milésimo não seja divisível por 400. Assim, por exemplo, o ano de 1900 não é bissexto, ao contrário do ano 2000.

Em astronomia, distinguem-se várias espécies de ano, com pequenas diferenças de duração. O ano trópico, também chamado de ano solar ou ano das estações, tem 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos. Compreende o tempo decorrido entre 2 ocorrências sucessivas do equinócio vernal, ou seja, do momento em que o Sol aparentemente cruza o equador celeste na direção norte. Em virtude do fenômeno de precessão dos equinócios - causado por uma pequena oscilação do eixo terrestre – o ano trópico é mais curto que o ano sideral, que tem 365 dias, 6 horas, 9 minutos e 10 segundos, tempo que o Sol leva para voltar ao mesmo ponto, em sua aparente trajetória anual. O ano anomalístico compreende o período de 365 dias, 6 horas, 13 minutos e 53 segundos, entre 2 passagens da Terra pelo periélio, ponto de sua órbita em que está mais próxima do Sol.

Dada a facilidade de observação das fases lunares, e devido aos cultos religiosos que freqüentemente se associaram a elas, muitas sociedades estruturam seus calendários de acordo com os movimentos da Lua. O ano lunar, de 12 meses sinódicos, correspondentes aos 12 ciclos da fase lunar, tem cerca de 364 dias. Conforme a escala de tempo seja baseada nos movimentos do Sol, da Lua, ou de ambos, o calendário será respectivamente solar, lunar ou lunissolar.

No calendário gregoriano os anos começam a ser contados a partir do nascimento de Jesus Cristo, em função da data calculada, no ano 525 da era cristã, pelo historiador Dionísio o Pequeno. Todavia, seus cálculos não estavam corretos, pois é mais provável que Jesus tenha nascido 4 a 5 anos antes, no ano 749 da fundação de Roma, e não no ano 753, como sugeriu Dionísio. Para a moderna historiografia, o fundador do cristianismo teria na verdade nascido no ano 4 a.C.

Classificação dos Calendários:
Em sentido amplo, todo calendário é astronômico, variando apenas seu grau de exatidão matemática. Classificam-se eles em siderais, lunares, solares e lunissolares.

Calendário Sideral:
Baseia-se no retorno periódico de uma estrela ou constelação a determinada posição na configuração celeste. Para o estabelecimento do calendário sideral, há milênios, utilizou-se a observação do nascer ou do ocaso helíaco (ou cósmico) de uma estrela.

Além do nascer ou do ocaso real de uma estrela, respectivamente, pelo horizonte leste ou oeste, chama-se nascer ou ocaso helíaco (ou cósmico) a passagem de um astro pelo horizonte oriental ou ocidental no momento do nascer ou do pôr-do-sol, respectivamente. Quando o astro nasce no momento do pôr-do-sol, ou se põe no momento em que o Sol nasce, diz-se que há nascer ou ocaso acrônicos. Nascer helíaco, portanto, é a primeira aparição anual de uma estrela sobre o horizonte oriental, quando surgem os primeiros raios de sol. Para evitar atraso no registro da data do nascer helíaco, os sacerdotes egípcios, que determinavam as estações em função desse fenômeno, eram obrigados a vigílias rigorosas. Algumas tribos do Brasil e da América do Sul serviam-se do nascer helíaco das Plêiades para indicar o início do ano. O primeiro calendário assírio se baseava no nascer helíaco da constelação Canis Majoris (Cão Maior), cuja estrela principal, Sírius, tinha importante papel em sua mitologia.

Calendário Lunar:
A base do calendário lunar é o movimento da Lua em torno da Terra, isto é, o mês lunar sinódico, que é o intervalo de tempo entre duas conjunções da Lua e do Sol. Como a sua duração é de 29 dias 12 horas 44 minutos e 2,8 segundos, o ano lunar (cuja denominação é imprópria) de 12 meses abrangerá 354 dias 8 horas 48 minutos e 36 segundos. Os anos lunares têm que ser regulados periodicamente, para que o início do ano corresponda sempre a uma lua nova. Como uma revolução sinódica da Lua não é igual a um número inteiro de dias, e os meses devem também começar com uma lua nova, esse momento inicial não se dá sempre numa mesma hora. Por sua vez, na antiguidade, e mesmo depois, houve freqüentes erros de observação desse início. Para que os meses compreendessem números inteiros de dias, convencionou-se, desde cedo, o emprego de meses alternados de 29 e 30 dias. Mas como o mês lunar médio resultante é de 29 dias e 12 horas, isto é mais curto 44 minutos e 2,8 segundos do que o sinódico adicionou-se, a partir de certo tempo, um dia a cada trinta meses, com a finalidade de evitar uma derivação das fases lunares. Por outro lado, como o ano lunar era de 354 dias, observou-se que havia uma defasagem rápida entre o início do mesmo e das estações. Procurou-se eliminar essa diferença, intercalando-se periodicamente um mês complementar, o que originou os anos lunissolares. O calendário lunar surgiu entre os povos de vida essencialmente nômade ou pastoril, e os babilônicos foram os primeiros, na antiguidade, a utilizá-lo. Os hebreus, gregos e romanos também dele se serviram. O calendário muçulmano é o único puramente lunar ainda em uso. Com Júlio César, Roma adotou um calendário solar que predominou entre as populações agrícolas.

Calendário Solar:
Os egípcios foram os primeiros povos a usar o calendário solar, embora os seus 12 meses, de 30 dias, fossem de origem lunar. O calendário instituído em Roma, por Júlio César, reformado mais tarde pelo para Gregório XIII e atualmente adotado por quase todos os povos, é do tipo solar, e suas origens remontam ao Egito. O calendário solar segue unicamente o curso aparente do Sol, fazendo coincidir, com maior ou menor precisão, o ano solar com o civil, de forma que as estações recaiam todos os anos nas mesmas datas.

Calendário Lunissolar:
Baseia-se no mês lunar, mas procura fazer concordar o ano lunar com o solar, por meio da intercalação periódica de um mês a mais. O mês é determinado em função da revolução sinódica da Lua, fazendo começar o ano com o início da lunação. Para que a entrada das estações se efetue em datas fixas, acrescenta-se um mês suplementar, no fim de certo número de anos que forma um ciclo. Os babilônicos, chineses, assírios, gregos e hindus utilizaram calendários lunissolares. Atualmente, os judeus – que adotaram o calendário babilônico na época do exílio – e os cristãos se valem desse sistema para determinar a data da Páscoa.

Dia e Noite:
Nos calendários lunares e lunissolares o dia tem sempre início com o pôr-do-sol, como ocorre ainda hoje, no calendário judeu e muçulmano. No calendário solar, o dia começa com a saída do Sol, como no antigo Egito. Na Mesopotâmia o dia, para as observações astronômicas, começava à meia-noite, embora o calendário usual partisse do anoitecer. Os chineses e romanos adotaram também a meia-noite para o início do dia, uso que é seguido pelo calendário gregoriano.

Calendário Maia:
O calendário mais bem elaborado das antigas civilizações pré-colombianas foi o maia, e do qual deriva o calendário asteca. Tanto um como o outro tinha um calendário religioso de 260 dias, com 13 meses de vinte dias; e um calendário solar de 365 dias, constituído por 18 meses de vinte dias e mais cinco dias epagômenos, isto é, que não pertencem a nenhum mês e eram acrescentados ao calendário para complementar os ano. Esses cinco dias eram considerados de mau agouro, ou nefastos, Um ciclo de 52 anos solares harmonizava os dois calendários, o religioso e o solar. A cada dois ciclos – 104 anos – iniciava-se um ano venusino de 584 dias, um ano solar de 365 dias, um novo ciclo de 52 anos solares e um ano sagrado de 260 dias, Esse acontecimento era comemorado com grandes festas religiosas.

Calendário Hebraico:
Os judeus não adotaram o calendário Juliano, em grande parte para que sua Páscoa não coincidisse com a cristã. O ano israelita civil tem 353, 354 ou 355 dias; seus 12 meses são de 29 ou 30 dias. O ano intercalado tem 383, 384 ou 385 dias. O calendário hebraico introduziu pela primeira vez a semana de 7 dias, divisão que seria adotada em calendários posteriores. É possível que sua origem esteja associada ao caráter sagrado do número 7, como ocorre nas sociedades tradicionais, ou que se relacione com a sucessão das fases da lua, já que a semana corresponde aproximadamente à quarta parte do mês lunar. O calendário hebraico começa a contar o tempo histórico a partir do que os judeus consideram o dia da criação. No calendário gregoriano, tal data corresponde a 7 de outubro de 3761 a.C.

Calendário Muçulmano:
A civilização islâmica adotou o calendário lunar. Neste calendário o ano se divide em 12 meses de 29 ou 30 dias, de forma que o ano tem 354 dias. Como o mês sinódico não tem exatamente 29,5 dias, mas 29,5306 dias, é necessário fazer algumas correções para adaptar o ano ao ciclo lunar. Trinta anos lunares têm aproximadamente 10.631,016 dias. Com anos de 354 dias, trinta anos totalizariam 10.620 dias, e por isso é preciso acrescentar 11 dias a cada trinta anos. A origem do calendário muçulmano se fixa na Hégira, que comemora a fuga de Maomé, da cidade de Meca para Medina, que coincide com o dia 16 de julho de 622 da era cristã, no calendário gregoriano.

Calendário Revolucionário Francês:
Um caso muito singular é o do calendário republicano, instituído pela revolução francesa em 1793, e que tinha como data inicial o dia 22 de novembro de 1792, data em que foi instaurada a república. Pretendia substituir o calendário gregoriano e tornar-se universal. O ano passaria a ter 12 meses de trinta dias, distribuídos em 3 décadas cada mês. Estas eram numeradas de 1 a 3, e os dias de um a 10, na respectiva década, recebendo nomes de primidi, duodi, tridi, quartidi, quintidi, sextidi, septidi, octidi, nonidi, décadi, Deram-se, depois, às décadas, nomes tirados de plantas, animais e objetos de agricultura. Dividiu-se o dia em dez horas de 100 minutos, e estes com 100 segundos de duração. As denominações dos meses inspiraram-se nos sucessivos aspectos das estações do ano na França. Aos 360 dias acrescentavam-se 5 complementares, anualmente e, um sexto a cada quatriênio. O ano desse calendário revolucionário começou à meia-noite do equinócio verdadeiro do outono, segundo o meridiano de Paris. A eliminação das festas religiosas católicas, dos nomes de santos e, sobretudo, do domingo, insuficientemente compensado pelo décadi, indispôs a população. Teve curta duração e a 1° de janeiro de 1806 (com pouco mais de 13 anos), já no primeiro império napoleônico, foi restabelecido uso do calendário gregoriano.

Calendário Primitivo Romano:
O primitivo calendário da cidade de Roma era um calendário lunar, e tinha 304 dias, divididos em 10 meses, desde Março a Dezembro. O ano começava em 1° de Março. É atribuído a Rômulo. Pompilius, que por tradição foi o segundo rei de Roma, acrescentou-lhe mais 2 meses, Janeiro e Fevereiro, para um ano de 354 dias. Em 616 – 579 o etrusco Tarquinius Priscus, por receio supersticioso dos meses com números pares, deu um dia mais a Janeiro, e o sistema passou a ser de um ano com 12 meses e 355 dias, Janeiro tinha 29, Fevereiro tinha 28, Maio, Julho e Outubro 31 dias, Janeiro, Abril Junho, Agosto, Setembro Novembro e Dezembro 29 dias.

Calendário Juliano:
Mais tarde, Júlio César, numa reforma aconselhada por Alexandrino Sosígenes, adotou um calendário com 365,25 dias, no ano trópico, que mesmo assim era maior que o ano solar em 11 min e 14 seg. Isso dava um erro de 3 dias em cada 400 anos. Dessa forma, atribuiu 445 dias ao ano de 46 a.C. (ano 708 da fundação de Roma), para reajustar o ano civil ao solar. A diferença de 6 horas entre o ano solar e o ano civil era ajustada de 4 em 4 anos, no mês de fevereiro, dia 24, repetindo esse dia.
As origens do calendário juliano remontam ao antigo Egito. A diferença do calendário egípcio está no fato de se introduzirem os anos bissextos de 366 dias a cada 4 anos, de forma que o ano médio era de 365,25 dias. Esses anos de 366 dias chamam-se bissextos porque os latinos chamavam ao dia 25 de Fevereiro de “bisextus kalendas Martii” quando este tinha 29 dias. O começo do ano, passou de 1° de Março para 1° de Janeiro. O esquema dos meses foi reformulado posteriormente para que o mês de Agosto, assim nomeado em honra ao imperador Augusto, tivesse o mesmo número de dias que o mês de Julho, cujo nome é uma homenagem a Júlio César.

Calendário Gregoriano:
Como o ano trópico é de 365,2422 dias, com o passar dos anos se registra um adiantamento na data do equinócio da primavera. Caso fosse mantido o calendário Juliano, haveria um adiantamento de 6 meses no início das estações, num período de 20.200 anos. O erro entre o ano solar e o ano civil em 1582 já era de 10 dias (o equinócio da primavera que deveria ser em 21 de Março de 1582 ocorreu em 11 de Março). Para resolver esse problema, o Concílio de Trento, reunido em 1563, recomendou ao Papa a correção do inconveniente, que alteraria da data da Páscoa, em virtude dos ciclos de concordância das lunações com o ano solar.
Finalmente, em 1582, o Papa Gregório XIII, aconselhado por astrônomos, em particular por Luigi Lílio, obteve o acordo dos principais soberanos católicos e, através da Bula Inter Gravíssimas de 24 de fevereiro, decretou a reforma do calendário, que passou, em sua homenagem a chamar-se gregoriano, e é o mais perfeito utilizado até hoje. Mesmo assim, apresenta algumas deficiências. Uma delas é a diferença com o ano trópico, que aliás não é importante para efeitos práticos. Mais relevante é a diferença na duração dos meses (28, 29, 30 ou 31 dias) e o fato de que a semana, que é utilizada quase universalmente como unidade de tempo de trabalho, não esteja integrado nos meses, de tal forma que o número de dias trabalhados durante um mês pode variar entre 24 e 27. Além disso, nos países cristãos, a data em que se comemora a Páscoa é determinada por critério lunissolar, que pode acarretar variação de dias e conseqüentemente alterar atividades educacionais, comerciais e de turismo. Outro inconveniente é o de não existir u ano zero, o que obriga uma operação matemática estranha, para calcular a diferença em anos de um fato ocorrido antes do nascimento de Cristo, em comparação com outro, ocorrido na era cristã. Existem várias propostas para solucionas essas questões, nenhuma delas ainda adotada.
Apesar de representar um avanço, o calendário gregoriano demorou em ser aceito, principalmente em países não-católicos, por motivos, sobretudo político-religiosos. Nas nações protestantes da Alemanha, foi adotado no decorrer dos séculos XVII (em poucos casos, antes de 1700) e XVIII (Prússia, 1775); na Dinamarca (incluindo então a Noruega), em 1700; na Suécia (com inclusão da Finlândia), em 1753.

Nos cantões protestantes da Suíça, no princípio do século XVIII. Na Inglaterra e suas colônias, entre as quais os futuros Estados Unidos, em 1752. Nos países ortodoxos balcânicos, depois de 1914 (Bulgária, 1916, Romênia Iugoslávia, 1919; Grécia, 1924). Na União soviética, em 1918. Na Turquia, em 1927. No Egito, já havia sido adotado para efeito civil desde 1873, mesma data em que foi aceito no Japão. Na China foi aceito em 1912, para vigorar simultaneamente com o calendário tradicional chinês, até 1928. No Brasil, então colônia de Portugal, que na época estava sob domínio da Espanha, o calendário gregoriano entrou em uso em 1582.

Os dias da semana:
No Império Romano, a astrologia acabou introduzindo, no uso popular, a semana de 7 dias (septimana, isto é, 7 manhãs, de origem babilônica) com os nomes dos planetas (deuses). Os nomes orientais foram substituídos pelos latinos, do Sol, da Lua, e de deuses equiparados aos babilônicos. Por influência romana, os nomes das divindades latinas por aqueles das suas, com que mais se assemelhavam exceção feita de Saturno, cujo nome se limitou a adaptar.
Com o cristianismo, o nome do dia do Sol passou de Solis dies a Dominica (dia do Senhor, Dominus) e o Saturni dies (dia de Saturno) foi substituído por Sabbatum, dia do descanso (santificado). As línguas de origem romanas, com exceção do português, conservaram as formas derivadas dos antigos nomes latinos, com essas alterações. O português adotou integralmente a nomenclatura hebdomadária do latim litúrgico cristão, que designou os dias compreendidos entre o domingo e o sábado por sua sucessão ordinal depois do primeiro dia da semana. No grego moderno prevaleceu prática semelhante. Em várias línguas germânicas, a cristianização dos respectivos povos acarretou a substituição do dia de Saturno pelo de véspera do domingo (Sonnabend ou Samstag, em alemão) ou, ainda, dia do Senhor (Lördag, em sueco). O domingo conservou o nome de dia do Sol. Em algumas línguas germânicas, o antigo dia de Odin tornou-se o de meio da semana (Mittwoch, em alemão) que corresponde à quarta-feira. Os similares germânicos de Marte, Mercúrio, Jove (Júpiter) e Vênus eram, respectivamente, Ziu ou Tiwaz ou Tyr; Wodan ou Odin, Thor ou Donar, Frija ou Frigg ou Freya.


* Texto editado por Jaures Cardoso Jr., 2008, com material extraído através de pesquisa na Internet e Revista Milênio.

Jaures Cardoso Jr. é astrólogo e engenheiro eletrônico com formação em mecatrônica e especialização em engenharia da confiabilidade. Iniciou seus estudos mais aprofundados de Astrologia em 2006 na Gaia • Escola de Astrologia. Presentemente está cursando as disciplinas do curso de especialização astrológica na Gaia. Já proferiu várias palestras sobre Astrologia e participou de entrevistas na Rádio Bandeirantes, bem como, palestras sobre Astronomia no INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

junho 30, 2011

MDA Norte Fluminense Território da Cidadania se reúne em Carapebús

Rionoticias 30/06/2011

Por Ana Chagas

O Ministério do Desenvolvimento Agrário, por seu Colegiado do Território da Cidadania Norte Fluminense reunido no dia de ontem na Câmara Municipal de Carapebús, decidiu pela aprovação dos projetos direcionados para o setor regional , entre eles dois que que beneficiam diretamente a São Francisco de Itabapoana, apresentados pelo membro do colegiado Zé Armando, na ocasião foi deliberada a formação da nova Câmara técnica do território, que decidirá pela prioridade dos projetos apresentados, entre os novos membros indicados, o Subsecretário de Meio Ambiente de São Francisco. Presentes ao encontro regional do MDA, a vereadora de Campos, Odisséia Carvalho e Braz Colombo, Superintendente de Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, Rpesentando o secretário Rodrigo Neves, o Secretário de Agricultura de Carapebús Luiz César, Delegado Jaime Muniz do MDA, pela Emater o Sr. Castro , Dra. Fátima da Fiperj, Associações de Produtores de Conceição de Macabú, O Sr. Amaro Cruz representando a Comunidade Quilombola de São Francisco, Sra. Tania da Sec. de Meio Ambiente de Cardoso Moreira e diversas outras representações da agricultura familiar e pescadores artezanais do Norte Noroeste Fluminense. O Subsecretário Zé Armando destacou que a Aquicultura deve ser tratada como prioridade e que vai procurar suporte onde houver este objetivo comum, destacou a atuação da Fiperj no Rio de janeiro e falou da importancia para as bases produtivas do recem criado Ministério da Pesca e Aquicultura, temos um Ministério para o nosso segmento, isto mostra a preocupação com a produção de proteínas com a maior saudabilidade , é o que o peixe oferece. O Ministro Luiz Sérgio é conhecedor da região e temos a certeza percebeu em suas visitas a nossa região o enorme potencial aquicola de São Francisco. Lembrou ainda que hoje , dia 29 de Junho é uma data com signficado especial para todos nóis pescadores, estamos comemorando o dia de São Pedro, que era pescador e por isso uma homenagem especial aos pescadores , pois este é o dia dedicado a nóis. Disse ainda que o Prefeito Beto Azevedo dedica uma atenção especial ao setor da pesca e o classifica como um dos maiores potenciais mercadológicos e econômicos do Estado, além de ser fundamental no atendimento ás exigências de oferta de proteínas na alimentação escolar e familiar . Segundo o secretário, Zé Armando , há tanta preocupação do Prefeito Beto com o setor que uma secretaria esta sendo criada especificamente para tratar do tema. A pasta vai atuar em consonância com o Ministério da Pesca e Aquicultura. Aproveitou e ofereceu as instalações da Prefeitura de São Francisco para as reuniões da Câmara técnica do dia 07 de Julho e a de todo o Colegiado MDA no Norte Fluminense, dia 19 de Julho, data límite para a apresentação dos projetos e véspera para o cadastro dos projetos no sistema SICONV.

DIA DO PESCADOR MARCADO POR CONQUISTAS


junho 13, 2011

Ceará _ Piscicultura em crescimento


Publicado em 13 de junho de 2011


O PECNordeste vai tratar temas importantes no sentido de alavancar o setor de pesca e aquicultura no Ceará
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O Ceará é o maior produtor de tilápia do Brasil, com produção de 25 mil toneladas por ano
FOTO: HONÓRIO BARBOSA


Crateús "O ambiente é favorável em todos os aspectos. Temos linhas de crédito, condições climáticas propícias, reservatórios e implementos para o crescimento do setor". Esta é a visão do presidente da Associação Cearense de Aquicultores (Aceaq), Camilo Diógenes, sobre a implantação de projetos de piscicultura nos açudes do Estado do Ceará.

Para ele, a piscicultura poderia avançar ainda mais. "O Ceará é o maior produtor de tilápia do País, com produção de 25 mil toneladas/ ano, mas poderíamos produzir cerca de 20 vezes mais, estamos muito aquém do nosso potencial", esclarece. Diógenes defende que para o pleno aproveitamento do potencial hídrico cearense no desenvolvimento da produção, se faz necessários estudos e conhecimento dos reservatórios por parte dos órgãos públicos ambientais. Para ele, o mercado cearense justifica o investimento em pesquisas. "O mercado é aquecido, somos o maior consumidor de tilápia do Brasil e o terceiro maior em consumo de pescado". Estes e outros desafios do setor, que movimenta a economia do Estado serão debatidos no PECNordeste. "Será oportunidade de evidenciar as questões do setor, já que é o maior evento de agronegócios do Estado e trataremos de temas importantes no sentido de alavancar o setor da pesca e aquicultura", diz o técnico da Secretaria Estadual de Pesca e Aquicultura e coordenador deste setor no evento, Osvaldo Segundo.

Segundo a Associação, esses desafios não afetam o otimismo dos produtores setor, que tem uma grande expectativa e no desenvolvimento da atividade neste e nos próximos anos. "Estamos otimistas e com boas expectativas, pois as condições são favoráveis, ainda mais com a criação da Secretaria da Pesca. Esperamos que a ação dela ajude a desburocratização", diz. Caucaia, Aquiraz, Pacajus e Aracoiaba e o Vale do Curu (Pentecoste, Jaibaras e General Sampaio) são as maiores produtoras de tilápia no Estado, ao lado das regiões do Castanhão e Orós, segundo a Associação. "Nos últimos cinco anos, o Castanhão e o Orós tem se destacado devido aos próprios reservatórios, que são os maiores do Estado e ainda há muito a ser explorado nessas duas regiões. A tendência é que a produção na área metropolitana diminua, com os produtores investindo nestas outras duas grandes áreas", diz Diógenes. Cita regiões do Banabuiú e Riacho do Sangue como áreas ainda pouco exploradas.

"A nossa meta é aproveitar melhor os recursos hídricos que temos", diz Osvaldo, confirmando que realmente o Ceará tem potencial para aumentar a produção de peixes. Ele atribui o comprometimento da produção a fatores climáticos e desequilíbrio nas espécies de peixes comprometem a produção. Uma das estratégias, segundo ele, é o peixamento dos açudes com maior número de espécies. "Precisamos manter e aumentar a produção da tilápia, bem como abrir o leque para espécies regionais, como tambaqui, curimatã, carpa, entre outros". Defende o cultivo de peixes intensivo usando a água de maneira sustentável.

Levantamentos para obter as principais demandas do setor de aquicultura e pesca são feitos nos seminários regionais, para montar diagnóstico real. "Aproveitar o potencial e dinamizar o setor, tanto na área continental, quanto no mar são as nossas ações, que já estão sendo realizadas", garante Segundo. Cita que a Secretaria atua junto às entidades privadas e associações. "Tanto com a Associação dos Aquicultores quanto com a Associação de Criadores de Camarão a fim de fazer a interlocução, promover sustentabilidade, aumentar a produção e desenvolver o setor no Estado", afirma.

Camarão

A Associação Cearense de Criadores de Camarão (ACCC) elege a demora no licenciamento como dificuldade maior do setor. Mas aguarda melhorias com o trabalho da Secretaria. "Temos feito um trabalho junto aos órgãos ambientais e vemos uma sinalização de avanço no processo", analisa o presidente da entidade, Cristiano Maia. Refere-se à criação da Secretaria, da Câmara Intersetorial e da contratação de mais técnicos para órgãos ambientais.

Mesmo assim, o cultivo de camarão no Ceará também é rentável. É o Estado que mais produz camarão em cativeiro no Brasil. Segundo a ACCC, a produção em 2010 chegou a 32 mil toneladas, superando o Rio Grande do Norte, que era o maior produtor até 2009. Para este ano, a expectativa dos produtores é a melhor possível. "A perspectiva é de 20% de aumento na produção", diz Maia.

MAIS INFORMAÇÕES

Secretaria de Pesca e Aquicultura (SPA): (85) 3101.6371/
Associação Cearense de Aquicultores: Telefone: (85) 3272.9406

Silvania Claudino
Repórter

maio 23, 2011

A revolução dos ventos


Por Marilia Bugalho Pioli - Como toda grande tempestade é precedida por leves e inofensivos ventos, a energia eólica entrou timidamente na matriz energética brasileira e com a mesma força que uma brisa caminha para a tormenta, vem ganhando espaço nessa matriz e já é responsável por alterações na economia e pela criação de uma cada vez mais proeminente indústria eólica.

Em tempos pretéritos a energia eólica já foi considerada inviável por seus altos e, naquela época, “proibitivos” custos. Mesmo assim, como em todas as áreas da economia, sempre há pioneiros e visionários que acreditam em seus sonhos e projetos e essa “proibição” não foi impedimento para a instalação dos primeiros parques eólicos em solo brasileiro.

Osório, no Rio Grande do Sul, é o município mais frequentemente apontado como o primeiro a receber um parque eólico no Brasil, mas também reivindicam o título as cidades de Beberibe, no Ceará, e Mataraca, na Paraíba. Independente de quem abriu o mercado, o que se tem hoje é uma expansão tão significativa que até mesmo a energia hidráulica, que domina a matriz energética (responsável por quase 70% da energia no país), tem sido preterida pela fonte eólica.

Operam atualmente no Brasil 372 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), 147 estão com processos de instalação e licenças prévias em trâmite e mais 62 estão em fase de construção. Apesar dos números que impressionam (juntas, essas PCHs devem gerar 5,2 mil MW), é a energia eólica que vem conquistando mercado, tendo inclusive sido vendida com preço menor (por megawatt/hora) do que as PCHs no último Leilão de Energia de Reserva (média de R$ 122,69/MWh, contra R$ 130,73/MWh), realizado em agosto de 2010.

Investidores que concentravam seus esforços em energia de fonte hidráulica começam a voltar suas atenções para os ventos. A Light, por exemplo, anunciou investimentos em torno de R$ 1 bilhão em 2011 em projetos de geração de energia, já prevendo aportes para o segmento eólico. Também a Ersa – Energias Renováveis começa a migrar investimentos para parques eólicos, tendo sido umas das vencedoras no leilão de agosto.

O setor eólico também vem sendo agraciado por incentivos fiscais, ainda que longe do ideal desejado pelos investidores. Para desonerar a cadeia produtiva, atualmente existem programas federais (REIDI – Lei no 11.488/2007), regionais (Sudene) e estaduais (Pró Eólica no Ceará; Proadi no Rio Grande do Norte; Lei estadual nº 11.675/1999, em Pernambuco) com previsões de isenções e/ou alíquotas reduzidas.

Alguns complexos industriais e portuários do país começam a ficar notórios como pólos da indústria voltada ao setor, como Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco. Em Pecém, instalaram-se as alemãs Fuhrländer e Wobben Windpower e recentemente a paulista Aeris Energy anunciou a instalação de uma fábrica de pás eólicas no complexo, um investimento orçado em R$ 50 milhões. Na região do complexo portuário de Suape, em Pernambuco, estão a Gestamp Wind Steel Pernambuco S/A (atual denominação da RM Eólica), a Impsa e a Wind & P Brasil.

Os três últimos leilões que negociaram energia eólica – um em 2009, exclusivo de fonte eólica, e dois em 2010, de fontes alternativas (entre elas a eólica, que representou 70% da energia negociada) já são um prenúncio de que os pleiteados e ansiados leilões anuais para compra de energia eólica podem passar a ser realidade. A propósito, a necessidade de manutenção de leilões exclusivos e anuais é imprescindível para assegurar a competitividade da fonte por meio de ganhos de escala da indústria de equipamentos e componentes dedicados a essa fonte de geração energética.

Por qualquer ângulo que se analise – potencial eólico, instalação de fábricas do setor, aumento dos valores disponibilizados por bancos públicos para a área, barateamento dos custos, valores investidos, aumento da quantidade de parques instalados e crescimento da geração energética, entre inúmeros outros – o que se constata é que os ventos que começaram tímidos já estão revolucionando a economia nacional e prometem ocupar cada vez mais espaço na matriz energética brasileira. E nem é preciso mirar um futuro muito distante para ver isso acontecer. Até 2013 as usinas eólicas deverão quintuplicar sua capacidade instalada para geração de energia elétrica.

Encontra-se na imprensa a divulgação de pretensões do governo brasileiro para aumentar a participação dos ventos na matriz energética nacional. Algumas notícias divulgam 20%, outras 15% (em âmbito mundial um estudo publicado pelo Conselho Mundial de Energia Eólica – GWEC–, em conjunto com o Greenpeace International, afirma que até 2020 a demanda elétrica mundial será atendida em 12% por fonte eólica, chegando a 22% em 2030).

Independente de qual percentual noticiado venha a concretizar-se, fato é que não é mais possível ignorar a força dos ventos, o que exige políticas e programas efetivos e atuantes tanto do Poder Executivo quanto do Legislativo, pois, não obstante os números e fatos que ilustram estes breves comentários, também é fato que o Brasil, quando comparado com outros países “produtores de vento”, está em evidente desvantagem. A título de exemplo, o custo da produção nacional de turbinas chega a ser 20% mais alto do que similares importados da Índia e da China.

Enfim, o país, com o gigante potencial que tem, precisa acompanhar o mesmo ritmo do vento para não ser preterido pela revolução que a fonte eólica vem operando em todo o mundo.

* Marilia Bugalho Pioli é advogada, sócia do escritório Becker, Pizzatto & Advogados Associados, coordenadora da área jurídica de energia eólica

maio 17, 2011

Limpe seus rins por menos de R$1,00.



Limpe seus rins por menos de R$ 1,00
Os anos passam e nossos rins vão filtrando nosso sangue para remover o sal e outros intoxicantes que entram no organismo.







Com o tempo, o sal se acumula e precisamos de uma limpeza. Como fazer isso?

Salsa


De um modo simples e barato: Pegue um maço de salsa e lave bem. Corte bem picadinho e ponha em uma vasilha com água limpa. Ferva por 10 minutos e deixe esfriar. Coe, ponha em uma jarra com tampa e guarde na geladeira. Beba um copo todos os dias, e você vai perceber que o sal e outros venenos acumulados nos rins saem na urina.
Você vai notar a diferença!
Há muitos anos a salsa é reconhecida como o melhor tratamento de limpeza dos rins.
E é um remédio natural!
A salsa é uma das ervas com propriedades terapêuticas menos reconhecidas. Ela contém mais vitamina C do que qualquer outro vegetal da nossa culinária (166 mg por 100g).

Isso é três vezes mais que a laranja.

A salsa contém também ferro (5.5mg /100g), manganésio (2.7mg / 100g), cálcio (245 mg / 100g) e potássio (1 mg / 100g) .. Sendo recomendada para pedra nos rins, reumatismo e cólica menstrual.

Sua alta concentração de vitamina C ajuda na absorção de ferro.

O suco de salsa, sendo uma bebida natural, pode ser tomado misturado com outros sucos, 3 vezes ao dia.

As folhas podem ser mantidas no congelador, e seu uso é recomendo na culinária diária, pois além de saudáveis, dão ótimo sabor a qualquer receita.
MUITO BOM PARA HIPERTENSOS.

abril 15, 2011

OGX encontra hidrocarbonetos no poço OGX-33 na Bacia de Campos

15/04/2011 - 09:15

OGX encontra hidrocarbonetos no poço OGX-33 na Bacia de Campos


Net pay de aproximadamente 42 metros na seção albiana.

Rio de Janeiro - A OGX Petróleo e Gás Participações S.A. ("OGX") (Bovespa: OGXP3; OTC: OGXPY.PK), empresa brasileira de óleo e gás natural responsável pela maior campanha exploratória privada no Brasil, comunica ao mercado que foi identificada a presença de hidrocarbonetos na seção albiana do poço 1-OGX-33-RJS, localizado no bloco BM-C-41, em águas rasas da Bacia de Campos. A OGX detém 100% de participação neste bloco.

Foi identificada uma coluna com hidrocarbonetos de aproximadamente 95 metros com net pay ao redor de 42 metros em reservatórios carbonáticos da seção albiana. A perfuração do poço OGX-33, prospecto denominado Chimborazo, foi concluída a uma profundidade final de 3.755 metros.

O poço OGX-33 se situa a 84 km da costa do estado do Rio de Janeiro, onde a lâmina d'água é de aproximadamente 127 metros. A sonda Pride Venezuela abandonou o poço no dia 9 de abril de 2011 e iniciou a perfuração do terceiro poço de extensão da acumulação de Pipeline (OGX-42).

Perfil da OGX-Focada na exploração e produção de óleo e gás natural, a OGX Petróleo e Gás SA é responsável pela maior campanha exploratória privada no Brasil. A OGX possui um portfólio diversificado e de alto potencial, composto por 29 blocos exploratórios no Brasil, nas Bacias de Campos, Santos, Espírito Santo, Pará-Maranhão e Parnaíba e cinco blocos exploratórios na Colômbia, nas Bacias de Cesar-Ranchería, Vale Inferior do Madalena e Vale do Médio Madalena. A área total de extensão dos blocos é de 7.000 km² em mar e cerca de 34.000 km² em terra, sendo 21.500 km² no Brasil e 12.500 km² na Colômbia. Além de contar com um quadro de profissionais altamente qualificados, a companhia possui sólida posição financeira, com cerca de US$ 2,9 bilhões (em dezembro de 2010) para investimentos em exploração, produção e novos negócios. Em junho de 2008, a empresa captou recursos na ordem de R$ 6,7 bilhões em sua oferta pública de ações, no maior IPO primário da história da Bovespa até então. A OGX é parte do Grupo EBX, conglomerado industrial fundado e liderado pelo empresário brasileiro Eike Batista, que possui um comprovado histórico de sucesso no desenvolvimento de novos empreendimentos nos setores de recursos naturais e infraestrutura. [www.ogx.com.br/ri].

março 12, 2011

Campos dos Goytacazes e São João da Barra são destaques por investimentos em 2009

As cidades de Campos e São João da Barra aparecem com destaque em estudo apresentado esta semana no anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, lançada pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

Em sua sexta edição, o anuário Multi Cidades utiliza como base números da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O anuário apresenta uma análise do comportamento dos principais itens da receita e despesa municipal, tais como ISS, IPTU, ICMS, FPM, despesas com pessoal, investimento, dívida, saúde, educação, Câmaras e outros.

Campos está entre as três cidades da Região Sudeste que apresentaram os melhores indicadores per capita, figurando na segunda posição com R$ 378,66, seguido por Serra, com R$ 343,55. Vitória, a capital capixaba, ficou na frente com R$ 636,87.

A cidade de São João da Barra, que vive a nova realidade com o desenvolvimento promovido pela instalação do Superporto do Açu, aparece na primeira posição na lista de 10 cidades com os maiores investimentos per capita. Completam a lista Coronel João Sá, Jardinópolis, Pinhal da Serra, Nova Castilho, São Gonçalo do Rio Abaixo, Alta Bela Vista, Guabiju, Guararema e Vale de São Domingos.

Os dez maiores investimentos registrados foram: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Barueri, Guarulhos, Curitiba, Campo Grande, Fortaleza, Campinhas e Porto Alegre.

Conforme o anuário, apesar da forte queda dos investimentos, os recursos investidos atingiram os níveis de 2007 e foi superior aos demais anos da década. Os investimentos das capitais, responsáveis por um quarto do total, recuaram de R$ 8,28 bilhões, em 2008, para R$ 6,59 bilhões, em 2009, um corte de 20,3%.

O Sudeste foi a região com a maior redução no item investimentos entre as Prefeituras. O montante total passou de R$ 18,76 bilhões, em 2008, para R$ 13,61 bilhões, em 2009, representando uma queda de 27,5%.

Estudos mostram que a queda está relacionada aos altos investimentos e o principal deles e cada vez maior está nas áreas sociais com a contrapartida do Governo Federal estando bem aquém do necessário.

Em 2008, a cidade de Macaé figurava no ranking entre as 10 que mais investiram, sendo que perdeu essa condição em 2009. Até o 5º lugar os municípios são os mesmos e com as mesmas posições. Do 6º lugar ao 10º saíram São José dos Campos-SP, Duque de Caxias-RJ e Serra-ES e entraram Campinas-RJ, Nova Iguaçu-RJ e Macaé-RJ.

Contam no fortalecimento destes dados investimentos como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com conjunto total de obras que envolve pavimentação, esgotamento sanitário, habitação e centros de saúde. Outro fator importante são os investimentos na educação infantil com recursos do Fundeb, possível após a extinção do antigo Fundef que fixava uma aplicação mínima de 60% na educação fundamental.

Fonte: http://ozknews.portalozk.com

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Campos terra dos Goytacazes